28 de jun de 2013

Lançamento o álbum MARY, de Magno Costa na GIBITERIA em SP

Acontece amanhã, dia 29 de junho, o lançamento do álbum Mary, da Balão Editorial

O evento acontecerá na Gibiteria (Praça Benedito Calixto, 158, 1º andar, São Paulo/SP) a partir das 16h, com a presença do autor Magno Costa e o editor Guilherme Kroll.

A história gira em torno de Mary, uma misteriosa mulher que vive em uma pequena vila atormentada por crendices. Mas acontecimentos fogem ao controle da razão, e a desgraça assola a todos. Ninguém sabe como a deter. Quem é o verdadeiro responsável pela deflagração do terror? Quem será a misteriosa Mary e por que ela está sendo perseguida pelos religiosos locais?

Mary (40 páginas, formato 13 x 13 cm, R$ 13,00) é o novo trabalho de Magno Costa, vencedor do Troféu HQ Mix de 2011 como desenhista revelação, que produz uma história composta somente por imagens.

lançamento da série de álbuns autorais da Marca de Fantasia e Café Espacial

(visto no UHQ)
Café Espacial Apresenta (formato 14 x 20 cm, 60 páginas, R$ 12,00) é o nome de uma série de álbuns com histórias em quadrinhos autorais, que terá em destaque autores que publicaram na revista independente Café Espacial.
A série surge de uma parceria entre a revista e a editora Marca de Fantasia.

O primeiro número traz o trabalho da gaúcha Samanta Flôor, com a antologia dos quadrinhos Toscomics, uma seleção dos melhores trabalhos da autora, desde os publicados na internet aos inéditos, reunindo quase que de forma cronológica os trabalhos dessa quadrinhista, que brinca com os fatos do cotidiano, sempre de forma bem-humorada.
O título já está à venda no site da editora.

COMO FOI A REUNIÃO DA AQC

Presentes: Francisco Marcatti, Marcos Venceslau, Edson Pelicer, Natalia Forcat, William M Ribeiro, Fernando dos Santos, Bira Dantas, Marcelo e Cacá Bicarato (donos da livraria Monkix), Aparecido Fernandes Norberto, Daniela Cantuária P. Utescher (do Festival Ugra de Quadrinhos e autora das fotos) e
Foram debatidos dois assuntos (reportados pelo Marcatti):
1. A participação em grupo no FIQ-BH. Alguns nomes foram confirmados enquanto outros ficaram de confirmar até o final da semana. As inscrições para os estandes já estão abertas e deveríamos acelerar essas confirmações. Um ponto a ser verificado é com relação ao transporte de publicações dos autores. Uma vez fechada a lista de componentes no grupo, será feito o levantamento de custos para o envio coletivo de materiais através de transportadora. Deverá também ser montada uma estratégia para isso. Por exemplo, um dos participantes já estar em BH para receber o material ou a entrega ser destinada à organização do FIQ. Nota do Marcatti: Proponho delegarmos a um dos membros do grupo a função de capitanear o processo. Alguém que já tenha experiência em participar nos anteriores. De minha parte, sugiro o Marcos Venceslau.
2. A organização de um pré projeto para o grande evento de HQ. Ficou definido que eu (Marcatti) apresentaria um esboço para servir de base à contribuição coletiva. Este pré-projeto listaria as formas e ações do evento porém destacando como prioridade uma síntese a ser apresentada ao Presidente do Memorial. Já está em fase final e devo enviar este pré-projeto até este sábado. Não houve tempo para a discussão de dois pontos de pauta: A realização do 30º Angelo Agostini Questões estratégicas de fortalecimento da entidade. É fundamental marcarmos uma nova reunião para debatermos os pontos que ficaram e aberto.
51 ANOS DO MARCATTI!
Aproveitamos para comemorar o aniversário deste Mestre do Quadrinho Nacional e membro da AQC desde seus primórdios.
Ele ganhou bolo, a edição inglesa do livro de tiras "Bolland Strips", um original de caricatura feito por Bira (anos atrás, quando Marcatti ainda tinha um pouco de cabelo) e muitos abraços e parabéns!
(Fotos de Daniela Cantuária)
Marcatti é um exemplo de garra e luta pelo Quadrinho. Brasileiro. Sua produção gigantesca pode ser medida pela quantidade de publicações suas lançadas de forma independente (Editora Pro-C), em bancas (Chiclete com Banana, Tralha, Fráuzio), livrarias (Restolhada, A Relíquia) e pelo seu site. http://www.marcatti.com.br/loja/index.asp Achou muito? Pois saiba que ele está com Projeto no Catarse. Participe, apoie, compartilhe. Você pode ter também um original dele. http://catarse.me/pt/coprolitos

26 de jun de 2013

LANÇAMENTO DO LIVRO QUE CONTA A HISTÓRIA DA SELEÇÃO BRASILEIRA NAS COPAS ATRAVÉS DAS CHARGES.

"O precinho é R$ 19,90.
Será amanhã, dia 27/6, às 20h00, no Bar São Cristóvão
Rua Aspicuelta, 533 - na Vila Madalena, SP
 

Tel. 3097-9904

Um livro que mostra a importância dos cartunistas na história do futebol e que ajuda a que a midia perceba isso para que chamem mais os desenhistas para ilustrar matérias sobre futebol.
Apareçam por lá quem puder."




JAL e GUAL

Imaginário!


Imaginário!
Henrique Magalhães, editor
N. 4. João Pessoa: Marca de Fantasia: junho 2013. 172p. Ezine em pdf. Grátis.
ISSN 2237-6933
Edição em pdf
Edição online
Um mundo imaginário

Objetivo fundamental da pós-graduação, a pesquisa científica se concretiza nas dissertações e teses, além dos artigos acadêmicos, que servem de etapa no constructo daqueles trabalhos, e resultado da aprendizagem disciplinar. Em paralelo, mas não menos importantes, os grupos de pesquisa reúnem alunos e professores em torno de sujeitos preferenciais, focando e enfatizando certos aspectos particulares.

O Mestrado em Comunicação da UFPB conta com vários grupos de pesquisa, que fomentam inúmeros trabalhos ora apresentados em eventos acadêmicos em nível nacional e internacional, ora publicados em revistas especializadas dos mais diversos centros universitários. Dentre os grupos da casa, o Grupo de Pesquisa em Humor, Quadrinhos e Games – GP-HQG da ênfase às especificidades dessas linguagens visuais e suas interações.
 
Um dos frutos do grupo, que se dedica também à promoção eventos, é a edição da revista Imaginário!, revista eletrônica semestral que reúne trabalhos de Doutores, Mestres e pesquisadores de todo o país ligados a Comunicação, Artes Visuais, História em Quadrinhos, Humor gráfico, animação, videogames e outras manifestações gráfico-visuais da cultura Pop, como os fanzines, a ficção científica e séries televisivas. É um amplo universo de investigação que tem como ponto em comum as narrativas visuais.
A Imaginário! em sua quarta edição, traz como matéria de capa artigo da historiadora Renata Andrade acerca do Subdesenvolvimento e Imperialismo na América Latina durante o período da Guerra Fria a partir da análise das tirinhas de Mafalda, do cartunista argentino Quino. Já Alexandro de Souza, mestrando de Comunicação da UFPB, faz um estudo sobre o uso da cor na adaptação do western spaghetti para os quadrinhos, comparando os planos dos duelos no filme Por um punhado de dólares, e a HQ Loveless – Terra sem lei.
Amaro Braga, Professor do Instituto de Ciências Sociais da Universidade Federal de Alagoas, analisa o projeto editorial e concepção visual nas capas de Sandman, com estudo de caso do arco de histórias “Prelúdios e noturnos”. Ivan Carlo de Oliveira, quadrinista conhecido como Gian Danton e Professor do Curso de Jornalismo da Universidade Federal do Amapá, apresenta estudo sobre o texto nas Histórias em Quadrinhos, disciplina em que tem se tornado especialista.
Marcelo Bolshaw, Professor do Programa de Pós Graduação em Estudos da Mídia da UFRN, faz uma instigante comparação do pensamento-design de Vilém Flusser com as ideias do escritor-gráfico Alan Moore, demonstrando suas semelhanças singulares, suas diferenças de perspectiva e, principalmente, sua complementaridade involuntária em relação às noções de “narrativa” e de “imagem”.
O humor na charge mineira é o tema de Eliane Meire Raslan, doutoranda em Comunicação Social da PUCRS, Professora da UEMG e Ana Luiza Guimarães, graduanda do curso de Design Gráfico da UEMG. Marco Antonio Milani, mestrando em História pela UNESP, aborda os fanzines brasileiros quanto à leitura e ao discurso. Por fim, Oscar William Costa, Especialista em Política e Gestão Pública pela Universidade Federal de Campina Grande, apresenta sua resenha sobre o livro Introdução política aos quadrinhos, do estudioso Moacy Cirne.
Este é o cardápio da Imaginário!, que mantém sua preocupação editorial de difundir os estudos acadêmicos sobre os quadrinhos e demais artes visuais afins. A revista garante sua periodicidade semestral e convida os pesquisadores nessas artes a participar de nosso projeto de valorização à pesquisa.

Henrique Magalhães

http://www.marcadefantasia.com/revistas/imaginario/imaginario-04/imaginario4-resenha.htm

21 de jun de 2013

13ª Feira de HQ - Piauí


O Núcleo de Quadrinhos do Piauí, com o patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil e BNDES, lança o edital para inscrições na 13ª Feira HQ. São R$ 2.300,00 em prêmios. 

Os candidatos podem se inscrever em seis categorias competitivas: 01) História em Quadrinhos; 02) Melhor Desenho (HQ); 03) Melhor Roteiro; 04) Ilustração; 05) Publicação Alternativa e 06) Cosplay.

Por que participar da 13ª Feira HQ?
1. Porque é a 13ª edição do maior evento de quadrinhos do Piauí.

2. Porque estamos pagando R$ 1000,00 pra melhor história em quadrinhos, R$ 500,00 pra melhor ilustração, R$500,00 pra melhor Publicação Alternativa e R$ 300,00 pro melhor Cosplay.

3. Porque iremos publicar os trabalhos premiados.

4. Porque é rápido e fácil se inscrever: baixe a ficha de inscrição e mande-a junto com seus desenhos por e-mail mesmo. Nós imprimimos e expomos, se for selecionada.

5. Porque os desenhos expostos ganharão certificado de participação.

6. Porque toda a exposição estará disponível digitalmente para quem quiser ver.

7. Porque o evento é feito pra você.


Núcleo de Quadrinhos do Piauí
Acompanhe as novidades em nosso blog

E baixe regulamentos e ficha de inscrição no link:
https://mega.co.nz/#!jgZFCDhb!Y3hciXgfIXkIhDUMHCDAHW5u7s1DK_C6Jia9v1U8uiQ

20 de jun de 2013

OS ARQUIVOS INCRÍVEIS (E PUNKS) DE JOÃO ANTONIO

FLYERS DE BANDAS PUNK ROCK DE CAMPINAS
"Da década de 1990 pra cá contracultura em Campinas esteve com as bandas de punk-rock. Aqui mostro alguns flyers que andei recolhendo por aí, na época dos eventos e shows ali declarados. Antes porem verão um artigo de Antonio Bivar, que é um estudioso do movimento Punk, escreveu até o livrinho O QUE É PUNK, da Brasiliense. Verão um artigo dele pra revista Sexy, onde ele conceitua este papelzinho, que é distribuído pra divulgar os eventos de rock. São volantes, folhetos ou filipetas. Os desenhos todos são do musico Daniel Etê, que participa da banda OS MUZZARELAS." http://www.facebook.com/daniel.giometti http://www.fotolog.com/etedesenhos/
os arquivos incriveis de joão antonio

11 de jun de 2013

NOVA REUNIÃO DA AQC

Está confirmada nossa próxima reunião (assembléia).
Dia 16/6 14 horas Lanchonete do Centro Cultural Vergueiro
Como foco principal, as diretrizes para o evento de publicações independentes no Memorial da América Latina. Como sugestão de pauta adicional, vamos falar do 30º Angelo Agostini e sobre o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte. Teremos o livro "AQC 100 Vezes" organizado pelo Worney e com a participação de vários membros da AQC. Podemos ver a possibilidade de participar efetivamente no FIQ e quem sabe em outros eventos de quadrinhos, como o FESTCOMIX.
Vamos espalhar esse convite para que mais pessoas possamo contribuir nos debates. Contatos:
Marcatti
Bira Dantas
Fernando dos Santos
Alexandre Silva
Worney
Worney Almeida de Souza
Aparecido
Marcos Venceslau
"william martins R."
waltervetillo@ig.com.br
wvetillo
Paulo Monteiro
Nat nataliaforcat@yahoo.com.br
goncalo.junior@uol.com.br
ugra.press@gmail.com

REVISTA BRUTAL #1 - Na GIBITERIA em SP

A REVISTA BRUTAL #1
Arthur Cortez se uniu a vários outros artistas para lançar um produto independente com um espírito semelhante à clássica Revista Heavy Metal, com conteúdo sangrento e sem censura ou medo de se expor. Assim nasceu a revista Brutal.

Esta primeira edição conta com um interessante mix de artistas. Participam: Pietro Antognioni, Sergi Brosa, Andre Bdois, Juarez Ricci, Vincent Hachen, Icaro Yuji, Rodrigo Yokota, Fabian Bonorino, Arthur Cortez, Caio Calixto, Magenta King, Arthur Mask, Rayner Alencar, Eduardo Schaal, Bräo, Daniel Franco, Breno Tamura, Guilherme Ranelli e Ivan Marcondes. Eles têm seus trabalhos distribuídos pelas 50 páginas da revista, que é dividida em duas partes: a primeira conta com quatro histórias fechadas sobre o tema "Pós-Apocalipse", e a segunda é preenchida com ilustrações de altíssima categoria! 
PROGRAMAÇÃO DO EVENTO
O lançamento da Revista Brutal #1 — dia 15 de junho na Gibiteria, em São Paulo — contará com a presença já confirmada dos artistas Arthur Cortez, Arthur Mask, Bräo, Eduardo Schaal, Icaro Yuji, Magenta King e Vincent Hachen.

Das 16 às 19 horas, os artistas participarão de uma sessão de autógrafos .
Em seguida, haverá um bate-papo entre os artistas e o público, que durará aproximadamente uma hora.
E, finalmente, das 20h30 às 22 horas acontece um "ateliê livre" de desenho com os artistas.

As vagas para o Ateliê são limitadas e a responsabilidade pelo material artístico é do participante. Sugere-se que cada um traga folhas em formato A4, sulfite ou outro tipo, além do seu material de desenho ou pintura favoritos. Para participar, é necessário fazer uma pré-inscrição pelo e-mailcontato@gibiteria.com (Assunto: Inscrição no Ateliê; Corpo do email: nome completo e telefone de contato). Caso existam vagas remanescentes, serão entregues senhas para os interessados no dia do evento, na loja.

Data: 15/06 (sábado)
Horário: Das 16 às 22 horas
Local: Gibiteria
Endereço: Praça Benedito Calixto, 158, 1º andar - São Paulo, SP
Preço da Revista Brutal #1: R$ 30
Participação no bate-papo: gratuita
Participação no ateliê: gratuita (é necessário fazer pré-inscrição e trazer seu próprio material artístico)

Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no facebook:
https://www.facebook.com/events/658112287539395
Ou pelo telefone (11) 3167-4838.
--

 Aninha

[ Gibiteria ]
Praça Benedito Calixto 158
1º andar, loja 11
São Paulo, SP
CEP 05406-040
(11) 3167-4838
www.gibiteria.com
twitter.com/gibiteria

4 de jun de 2013

E O PALHAÇO O QUE É?... PERSONAGEM DE GIBI!



por Alexandre Silva

Em 18 de setembro de 1950, era inaugurada a PRF-3 TV Tupi de São Paulo, a nossa primeira emissora de televisão, com shows de vários artistas, como Hebe Camargo e Ivon Cury.
Logo na estreia, um número cômico do grande ator e comediante Mazzaropi, que havia feito muito sucesso no rádio. Esse comediante caipira se apresentou em muitos palcos antes de chegar à TV, entre eles, o circo. De grande popularidade, as companhias circenses consagraram artistas que seguiram o mesmo caminho. Além de Mazzaropi, Oscarito e Grande Otelo, Fuzarca e Torresmo, Arrelia e Pimentinha, Carequinha e Fred, também foram para o rádio e depois para a TV. E para não ficar só na memória, já que nem vídeo tape existia, eles foram parar nos gibis, iniciando uma prática que se tornaria constante nas décadas seguintes!
Então, ABRAM-SE AS CORTINAS, POIS VAI COMEÇAR O ESPETÁCULO!!


COMO VAI, COMO VAI, COMO VAI?

EU VOU BEM, MUITO BEM, BEM, BEM!

ARRELIA E PIMENTINHA







Waldemar Seyssel era o verdadeiro nome do palhaço Arrelia, que após fazer muito sucesso junto a seu irmão, o palhaço Aleluia, chega à televisão em 1951, com o programa "Circo do Arrelia"pela TV Paulista. Trouxe para a telinha um novo parceiro, seu sobrinho Walter Seyssel, chamado de Pimentinha. Estava formada aí, uma das maiores duplas cômicas da história da TV brasileira.
Todo mundo ria com as trapalhadas dessa dupla na TV. Seus bordões faziam sucesso entre a criançada. Em 1953, a dupla de palhaços troca de emissora e estreia na TV Record.


Página da hq Super-palhaço, escrita por Flávio de Souza, com desenhos de Messias de Mello

Capa de Messias de Mello

Não demorou muito para eles chegarem ao gibi. Estrearam nas bancas em 1956, pela Editora La Selva, com os belíssimos traços do desenhista Messias de Mello, este que também havia trabalhado no circo, bem antes, como cartazista, e até ajudara a montar e desmontar a lona. Messias foi um dos maiores desenhistas de sua época, lançou e influenciou muitos artistas, sendo reverenciado até hoje.
A revista durou até 1959. O programa de televisão foi bem mais duradouro chegando até 1974!




O Anão Teodorico, roteiro de Flávio de Souza, desenhos de Messias de Mello

*
 
ASSIM EU NÃO AGUENTO! - Torresmo
AGUEEEEENTAAAAA!!! - gritavam as crianças

FUZARCA E TORRESMO



Capa de Jayme Cortez

Nascido dentro do circo de seus pais, José Carlos Queirolo (Torresmo), fez carreira por todo o Brasil, junto ao seu parceiro cômico Albano Pereira (Fuzarca). A  dupla Fuzarca e Torresmo estreou na TV no dia 12 de outubro de 1950, como um presente da TV Tupi Difusora, para o Dia das Crianças. Dali em diante, passaram a participar de vários programas, fazendo sempre esquetes cômicas de grande sucesso. Tiveram gibi nas bancas de 1955 a 1959. Com a morte de Fuzarca em 1975, Torresmo passou a se apresentar com seu filho Pururuca.
História de Jayme Cortez. Desenhos de João Batista Queiroz, que foi um dos primeiros a
desenhar hqs Disney no Brasil




História de Jerônimo Monteiro


A dupla fez tanto sucesso que gravou vários discos. Esse é um deles.


*

O BOM MENINO, NÃO FAZ XIXI NA CAMA
O BOM MENINO, NÃO FAZ MALCRIAÇÃO...

HOJE TEM MARMELADA???
TEM! TEM! TEM!  
                                                           
CAREQUINHA E FRED


Também dentro de um circo, em 1915, nasceu George Savalla Gomes, o palhaço Carequinha. De longa carreira de sucesso nos palcos e no rádio nas décadas de 1930 e 1940, chegou à televisão em 1951, sendo o primeiro palhaço a ter um programa só seu, o Circo Bombril, chamado algum tempo depois de Circo do Carequinha. Ao lado de outro grande artista, o palhaço Fred, ele alegrava a criançada das décadas de 1950 e 1960.


Roteiro de Cláudio de Souza. Desenhos de João Batista Queiroz

Chegou aos quadrinhos em 1958, em histórias escritas por Cláudio de Souza e desenhadas por Julio Shimamoto e João Batista Queiroz.
Prosseguiu com sua carreira na TV, trabalhando em várias emissoras, sempre com atrações infantis. Comandou o programa "Circo Alegre" na TV Manchete  nos anos 1980, que foi precursor do "Clube da Criança" que lançou a apresentadora Xuxa.
Em 2005, com 90 anos, Carequinha interpretou a si mesmo na série "Hoje é Dia de Maria".

"Hoje o palhaço é figura secundária. Antigamente, era o querido do circo.
E a criança também mudou um pouco. Ela tinha aquele sorriso simples, comum.
Hoje, ela assiste a coisas indecentes na internet, escuta imoralidades na
televisão e se habitua a falar e a fazer tudo isso, infelizmente".
­

Carequinha

                                                        
OSCARITO E GRANDE OTELO


Anúncio de lançamento de OSCARITO E GRANDE OTELO em quadrinhos

 





Desde os cinco anos de idade, Oscarito já se apresentava no circo. Nascido em 1906, esse ator, comediante, acrobata e trapezista, também passou pelo teatro de revista, antes de chegar as telas de cinema. Através da Cia Cinematográfica Vera Cruz, estrelou filmes de grande sucesso na década de
1950, como Carnaval Atlântida, Dupla do Barulho e Matar ou Correr, sempre ao lado de seu fiel parceiro, o também ator e comediante Grande Otelo. Este, nascido em 1915, se apresentou no circo e no teatro de revista, antes de chegar ao cinema. Participou do primeiro filme da Atlântida, "Moleque Tião".


Página da hq O PANDEIRO MÁGICO, história de Flávio de Souza e
belíssimos desenhos de Messias de Mello

Durante a década de 1950, a dupla de comediantes reinou absoluta no cinema e na preferência do público, chamando a atenção da Editora La Selva, que entre 1957 e 1959, publicou um gibi mensal da dupla. Assim chegava às bancas, Oscarito e Grande Otelo em quadrinhos, com roteiros de Claúdio de
Souza, Alberto Maduar, entre outros. Os desenhos ficaram a cargo de Messias de Mello, João Batista Queiroz, Aylton Thomaz e Juarez Odilon.







MAZZAROPI






Amacio Mazzaropi nasceu em 1912 em São Paulo, mas foi criado na cidade de Tremembé, no interior. Começou a carreira contando anedotas e causos em apresentações no Circo La Paz. Em 1946, estreia na Radio Tupi, o programa Rancho Alegre, levado á TV em 1950, com o mesmo nome.
Em 1952, estreia seu primeiro filme, Sai da Frente, produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz. Nesse mesmo ano, cria sua própria produtora de filmes, e começa a colecionar sucessos. Sucessos que o levaram para as páginas de um gibi, lançado em 1956, também pela La Selva. A equipe da editora, utilizava fotos de Mazzaropi tiradas por Zaé Junior, como base para os desenhos.


Jayme Cortez fez as capas do número 1 ao número13


A partir do número 14, as capas passaram a ser assinadas por Izomar Camargo Guilherme

Essa primeira fase da revista foi até 1958 e saíram 14 numeros. Algum tempo depois, em 1965, a La Selva decide retornar com o título, lançando mais 20 edições, encerrando sua publicação em 1967. Jayme Cortez fazia a maioria das capas e também produzia os cartazes dos filmes de Mazzaropi.


Capa de Jayme Cortez


EDITORA LA SELVA

Fundada em 1950, a Editora La Selva enxergou no sucesso das duplas circenses e nos astros do cinema, uma oportunidade de criar revistas em quadrinhos nacionais. Seu proprietário Vito La Selva, já contava com uma equipe de colaboradores extremamente talentosa que cuidava das revistas da casa, principalmente a TERROR NEGRO, seu primeiro grande sucesso. Dessa equipe faziam parte: Reinaldo de Oliveira, Milton Julio, Claudio de Souza, Alberto Maduar, Flávio de Souza, Messias de Mello, João Batista Queiroz, Miguel Penteado, Aylton Thomaz, Izomar Camargo Guilherme, Gedeone Malagola, Nico Rosso, Sérgio Lima, Syllas Roberg, Jerônimo Monteiro, Julio Shimamoto, Juarez Odilon, Veneziano, José Fioroni Rodrigues e Jayme Cortez, como Diretor Artístico e Capista.
Funcionando em uma casa na V. Mariana, em São Paulo, o ambiente era sempre alegre e festivo, afinal de contas, quem comandava era uma família italiana.


Jayme Cortez e Mazzaropi na sede da Editora La Selva

Aos sábados e domigos eram oferecidos almoços e jantares a todo o elenco da casa, e tudo era motivo pra uma festa ou confraternização. Editando quadrinhos de terror, aventuras, clássicos da literatura e infantis, a La Selva prosseguiu até 1968, quando fechou as portas.


O QUE VEIO DEPOIS
Nas décadas seguintes, o circo e seus alegres palhaços continuaram a aparecer nas histórias em quadrinhos. Em 1972, chegava às bancas de jornais de todo o país, acompanhando de grande campanha, inclusive na TV, a revista SACARROLHA, uma criação de Primaggio Mantovi. Era o resultado de um concurso interno da Rio Gráfica e Editora, cujo ganhador receberia como prémio, a publicação de seu personagem e um contrato de três anos. Primaggio atingiu a marca de 36 edições, sempre retratando o ambiente alegre e festivo do circo, tendo o palhaço Sacarrolha como protagonista.



Na década de 1980, surge pela Editora Abril, o palhaço ALEGRIA, também em revista mensal. 

Criada por uma equipe comandada por Waldyr Igayara de Souza, o palhacinho acabou ficando com o copyright da Editora Abril e foi licenciada para vários produtos. Sua revista teve um total de 57 edições.
A TURMA DO LAMBE LAMBE, de Daniel Azulay, também tinha um pé no circo, através do personagem Tristinho. Derivado do programa de TV de grande sucesso, chegou aos quadrinhos via Editora Abril, também nos anos 1980. Também nessa década vemos surgir o palhaço BOZO (SBT) e a dupla ATCHIM E ESPIRRO.

Ainda surgiram outros que, mesmo não usando a roupa de palhaço, usavam e abusavam das mesmas brincadeiras e truques circenses para agradar às crianças, como SÉRGIO MALLANDRO e CHAVES, mas o maior palhaço televisivo que surgiu após a trupe de cômicos da década de 1950, foi Renato Aragão e o seu quarteto OS TRAPALHÕES. 
Herdeiro das tradições circenses, Renato Aragão declarou em entrevista que, aos quinze anos, chegou a assistir um filme com Oscarito dezoito vezes, e declarou: "Quero ser esse cara!" E partiu para realizar seu sonho.
Começou na TV nos anos 1960, juntou-se ao artista circense Manfried Sant'Anna (Dedé), depois a Mussum e Zacarias. Passaram por diversas emissoras até chegar à TV GLOBO em 1977 e se consagrarem junto ao público e crítica. É claro que virariam gibi, lançado em 1976, por Edmundo Rodrigues e a Bloch Editores. Em meados de 1979, o gibi passa a ser produzido pelo Estúdio Ely Barbosa e torna-se um grande sucesso, sendo lembrado até hoje.




A tradição circense está morrendo. Tudo hoje é muito mais sofisticado e tecnológico. O espetáculo que se fazia sob lonas e encantava adultos e crianças, não é mais o mesmo, embora ainda existam boas e grande companhias circenses. Na TV, eles ainda resistem, com moderado sucesso, vide a dupla Patatí Patatá.
As histórias em quadrinhos perpetuam a tradição e o mundo do circo. Apesar de serem difíceis de se achar, procurando com paciência nos sebos e sites de gibis antigos, ainda se encontra exemplares de clássicos como ARRELIA E PIMENTINHA, FUZARCA E TORRESMO, OSCARITO E GRANDE OTELO, que iniciaram a prática de se adaptar sucessos da TV para as hqs.
Sob o comando de Jayme Cortez, grandes desenhistas emprestaram seu talento para esses gibis e muitos inclusive, começaram sua carreira ali.  Um deles ainda está na ativa, e nos conta na segunda parte dessa matéria, como era produzir esses clássicos das hqs.



Na próxima semana:
PARTE 2

Entrevista com
 IZOMAR CAMARGO GUILHERME 



Bibliografia

www.infantv.com.br
www.maniadegibi.com
www.messiasdemello.com.br
www.museudomazzaropi
www.gibiraro.com.br - Kendi Sakamoto
www.sallesfanzineiro.blogspot.com.br
http://tonyfernandespegasus.blogspot.com.br/2012/01/editora-la-selva-imigrantes-italianos.html
Gonçalo Junior - A GUERRA DOS GIBIS - Cia das Letras
Bigorna.net