29 de ago de 2011

MANHWA COREANO+QUADRINHO BRASILEIRO, UMA VISAO OTIMISTA DA HUMANIDADE


"Audaciosamente indo onde ninguém jamais esteve"
“Diário de bordo: data estelar 2011.08.14. Nossa posição, órbita de Sang3-dong, Wonmi-gu, Bucheon-si, Geong-do, Korea Republic. A bordo da Emirates Airlines, os senhores Bira Dantas e Sergio Alves sobrevoam o aeroporto de Incheon. No planeta, ruínas reconstruídas -de uma civilização antiga em batalha com vizinhos há algum tempo- contrastam com a modernidade de prédios multi-coloridos, repletos de anúncios luminosos de lojas de eletro-eletrônicos, supermercados, restaurantes e cafés. Somos teletransportados à superfície do planeta. Nossa missão: participar da conferência anual de Quadrinhos do Bicof (Festival de Quadrinhos de Bucheon), rotina para os moradores do local. Seria rotina para nós, não fosse o fato de estarmos do outro lado do planeta.”

Esta poderia ser mais uma aventura de Star Trek, com James Kirk, Spock e Dr McCoy na Enterprise. Mas não. Lá estávamos nós mesmos, dois brasileiros!

Anniong hassaiô (oi)! Depois de uma viagem de 28 horas e meia, incluindo 3 horas e meia em Dubai, chegamos em solo coreano. Fomos recebidos por Jung Byung-joo, cartunista da Komacon, entidade que nos convidou à conferência. Depois de uma breve parada no Koryo Hotel, com direito a banho, fomos a um restaurante de carne suína, comer um Bulgogui (churrasco preparado na mesa, com várias saladas e molhos apimentados), tomamos a tal Bomb, chamada no Brasil de submarino: copão de cerveja e dentro, um copinho de Soju, a cachaça coreana. E tome vira-vira...
No dia seguinte, Joo nos levou ao encontro de Sophie Kang (a segunda no comando da Komacon, que visitou a AQC em janeiro de 2011) em Jongno-Gu (Seoul) no Changdeokgun (o Palacio do Rei), onde encontramos Yoo-na (jornalista, interprete e produtora cultural que mora em Sampa), Cho (desenhista que também visitou a AQC) e Lee-Hee Jae (que fez Meu Pe de Laranja Lima em Quadrinhos).


Tivemos um almoço com os responsáveis por mais esta aproximação Brasil-Coréia: Hwa (professor e ex-presidente da Associação de Cartunistas da Coréia), Park Jae-dong (secretario da Komacon, professor universitário de Quadrinhos), Cho (criador do Manhwa Football Masters), Lee Hee Jae (que desenhou Meu Pé de Laranja Lima em manhwa) e Kwan Je Cho (atual presidente da Associação). Hwa falou da importância do Brasil para eles, em especial da Amazonia. Falei que em outubro vai acontecer a Comicon Amazonia, em Belém. Eles se interessaram muito em participar no ano que vem. Sugeri uma pescaria de tucunarés com peixada em seguida. Adoraram.


Visitamos o Gimm-Young, principal jornal e editora de Seoul. Fomos recebidos por editores da DongA e Paju, conhecemos a Cidade do Livro, bairro com grande complexo editorial, doado pela prefeitura para que as editoras montassem suas redações e parques gráficos. Detalhe, um livro de 300 páginas, colorido, papel couché custa em média –pasmem- 15 dólares.

Neste mesmo dia visitamos o National Museum of Korea, que exibia uma bela mostra de gravuras coreanas clássicas do sec. XVIII de cenários e animais. A loja do Museu tinha lindos lencos, catálogos, pincéis, miniaturas de figuras folcloricas. Eu e Sergio saimos carregados.


See-Joo Alves (nome coreano do meu editor na Escala Educacional) estava maravilhado. Era sua primeira vez na Ásia. Apesar de ser a minha segunda, eu também estava.

Mas ele passou dias duros, cuidou do estande da Escala Educacional e conversou com mais de 12 editores e artistas por dia. Os coreanos querem literalmente invadir nosso mercado, e querem que invadamos o deles. Sergio Alves pagou o pato...

A FESTA



Na cerimônia de abertura do Bicof, fomos guardacostados por guerreiros ao melhor estilo Cosplay e subimos um tapete vermelho até a Parede da Fama, um grande painel xadrez preto-e-branco, onde os cartunistas desenharam seus personagens e deixaram suas assinaturas para a posteridade. Meu Tatu-man ficou grafado neste painel.


Aí começou um show para cerca de 5 mil pessoas, com direito a atores famosos da TV e do cinema coreanos, bandas tocaram hits de desenhos animados de sucesso do passado e do presente.Na sequência, fomos festejar num restaurante. Lá, o sr. Kwan Je Cho me chamou para fazer o brinde inicial com outros nomes do Manhwa. Eu era o único sem olho puxado no palco: Kambé (tim-tim)!

GAITA

Depois pediram que eu tocasse gaita. Rolou forró, Trenzinho do Caipira de Villa-Lobos, com final blueseiro e gritos a la Sonny Terry do mestre Kwan.

No dia seguinte, abertura do festival, fui convidado para mais um lance incrível: cortar a fita inauguratória da exposição do velho mestre (já falecido) de Lee Hee, eu e a nata veterana do Quadrinho coreano, tudo na base dos 70, 80 aninhos.

O predio da Komacon, do outro lado de um complexo emaranhado de viadutos e passarelas, despontava como um grande navio. Um Titanic sem futuro sombrio no fundo do mar.

Um conglomerado de agencias e escritórios ligados ao Quadrinho coreano. E no prédio ao lado, o espaço de exposições, auditório e o maravilhoso Museu do Cartum, que mudou do estádio de futebol que conheci 6 anos atras para este belo e moderno prédio.

MOU


Antes de minha palestra, assinei em nome da AQC, dois tratados de cooperação com The Korean Cartoonists Association e The Cartoon and Animator Society of Korea. Com toda pompa e circunstancia. Os asiáticos capricham nessa parte oficial da coisa.

KIM JUNG KI, UM NOVO WINSOR McCAY

Ao entrar a primeira vez no Bicof, dei de cara com este careca desenhando direto na parede do estande. Os elefantes me fizeram lembrar de Little Nemo, do também incrível McCay. Ki estava vendendo um belíssimo sketchbook de 700 paginas, com duas capas. Tive que voltar pra comprar por 68 dolares. E ganhei de brinde "Tiger the long tail", esse Ki desenha MUUUUITO!
Assim se passaram os dias e noites: conhecendo cartunistas fabulosos, comendo e bebendo muito (em especial as pimentas), eles conheceram os Quadrinhos meus, e dos campineiros Carriero, Mario Cau, Caio Yo, Claudio Martini, dos curitibanos Quadrinhopolisticos, dos paulistanos Will, Daniel Esteves, Cadu Simões, mestres Mauricio de Souza, Ziraldo, Shimamoto, Vetillo e dezenas de outros.

GIBI DE ULTIMA HORA

Sexta-feira. Passo a tarde pintando 8 paginas de Quadrinhos que mostram como a cultura oriental tem influenciado o Brasil nos últimos 40 anos, em especial a mim e meus Quadrinhos. Na ultima pagina (que carrego na charge do inicio deste artigo), coloquei caricaturas de mestres do Cartum coreano. Imprimi cem copias e deixei com o pessoal da Komacon para entregar aos amigos coreanos. No ultimo dia, depois de comprar uma mala extra para carregar os quase 30 quilos a mais de Manhwas, fomos eu, See-joo, os interpretes Che e Mina, Kim e Cho a um parque próximo de Seul.




Animais soltos, muito verde, montanhas e um museu no meio. Na entrada vi algo que parecia uma coxinha de galinha com um palito espetado. Sim, a legitima coxinha brasileira. E grande! Minha boca encheu de água. O National Museum of Contemporary Art tem destaque no cenário local. Mas achei a exposição de artistas franceses contemporâneos chata. Tudo muito conceitualmente vazio, décadas depois de Marcel Duchamp, sem a sua genialidade revolucionaria. Videos estranhos, pessoas brigando, temas insólitos. Pra completar, as inspetoras com a sua chatice asiática reclamavam de cada comentário nosso, de cada assovio, mesmo quando o tema era musica. A mostra de artistas coreanos foi tudo de bom. Gravuras em estilo antigo, telas experimentais -mas com arte- e fotos da época da guerra com o Japao. Lindamente tristes em seu preto e branco maravilhoso, sombras projetadas ao toque do medo.

Na saída, lembrei da coxinha. Me disseram que era um empanado de salsicha, algo como um hot-dog sem pão. Declinei. Mas o Cho resolveu que experimentariamos larvas num inocente copinho de papel. Isso mesmo, LARVAS! Minha fome me fez devorar umas 15. Estranhas, mas úteis num momento como aquele. Sergio engasgou com uma que ficou atravessada na goela.


No ultimo jantar antes da viagem, fomos ao restaurante "Amigo" comer -acreditem- pizza e massa.

Chegamos ao aeroporto onde encontramos Yong (criador da serie de Manhwa Hip-hop), ele filmou uma despedida emocionada. Como ele mesmo fala de mim, um brother.

Espero que essa aproximação continue rendendo frutos, e uma VIDA LONGA E PRÓSPERA!

Kamsá hashiminda (obrigado)!

26 de ago de 2011

Os Atômicos - Renan Lima


 
Conheça: Os Atômicos do Renan, ótimas tiras, traço de qualidade!
 
Conheça mais no blog: 


22 de ago de 2011

Jornadas Internacionais de História em Quadrinhos


(visto no site www.jornadasinternacionais.com.br)
"As Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos têm a proposta de divulgar avanços científicos relacionados às histórias em quadrinhos nas diversas áreas do conhecimento, de modo a promover o intercâmbio de novos conhecimentos e experiências. O congresso será realizado entre 23 e 26 de agosto na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Endereço: av. Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443, Butantã, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil."

18 de ago de 2011

II Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas

Ugra Press lança a convocatória para o II Anuário de Fanzines, Zines e Publicações Alternativas. A meta, a exemplo da primeira edição, é mapear, catalogar, divulgar e estabelecer um espaço crítico para a imprensa alternativa. A novidade é que dessa vez estão sendo convocados editores de toda a América do Sul, o que certamente fará do próximo Anuário uma grande referência para todos aqueles que pretendem divulgar seus trabalhos, fazer contatos e conhecer a fundo a fanedição sul-americana.

QUEM PODE PARTICIPAR?

O Anuário pretende cobrir a produção de fanzines, zines e publicações alternativas impressas em toda sua abrangência: quadrinhos, música, cinema, literatura, arte urbana, espiritualidade, perzines, artzines, queerzines… vale tudo! Não existem restrições temáticas, mas boletins partidários ou religiosos (como órgãos informativos de igrejas, por exemplo) serão desconsiderados. Publicações experimentais e autorais, como sempre, são mais do que bem vindas.
COMO PARTICIPAR?

1 – Envie sua(s) publicação(ções) para o seguinte endereço:

c/o Douglas Junior Utescher Alves
Caixa Postal 777
São Paulo / SP
CEP: 01031-970

2 – Não esqueça de enviar também um e-mail para contato! Será imprescindível para confirmar sua presença no Anuário.

3 – Assim que recebermos o material, enviaremos por e-mail uma ficha de inclusão que o editor deverá preencher e devolver (também por e-mail). Essa ficha conterá as informações necessárias para a correta catalogação da sua publicação. Sem o preenchimento da ficha, a publicação NÃO entrará no Anuário.

Mas não é só isso!

Na edição anterior, além das resenhas dos zines, publicamos matérias sobre as Fanzinotecas brasileiras e sobre os fanzines como instrumento pedagógico. Para o próximo Anuário, gostaríamos de abordar o fanzine como objeto de estudo. Portanto, você, estudante que fez ou está fazendo monografia, dissertação, artigo ou documentário sobre o tema, entre em contato com a Ugra.

DEADLINE

As publicações devem ser enviadas até 10 de dezembro de 2011. Material enviado após essa data ficará arquivado para o Anuário seguinte. Portanto, não deixe para a última hora!

A publicação do anuário está prevista para março de 2012.

17 de ago de 2011

Lorde Kramus #04

Dados da revista:
Lorde Kramus 4
52 páginas
21X27 cm.
Preço de Capa: R$ 9,90
Data de lançamento: 15/set/2011 no evento de entrega do troféu HQMix.

Neste número, Lorde Kramus luta pela primeira vez ao lado de seus compatriotas contra os invasores de seu reino na história "A Fronteira dos Esquecidos". Com roteiro de Gil Mendes e desenhos de Allan Goldman. Essa ventura cheia de ação, mostra o guerreiro Krorher envolvido em uma trama mortal pelo controle de uma cidade situada à beira de um vulcão. Acompanhe também nesta edição, o último conto da série Primórdios, "A Torre no Abismo do Mar", de Gil Mendes e Flávio Rodrigues, onde os principais fatos do passado de Lorde Kramus são mostrados em seis contos recheados de aventura e terror. Nesta mesma edição, a revista Lorde Kramus apresenta duas personagens que passarão a ter suas histórias publicadas em suas páginas, Valkiria, a guerreira criada por Alex Mir & Alex Genaro, (neste número desenhada por Laudo Ferreira e Omar Viñole), que tem suas histórias apimentadas sempre com doses de ação, fantasia e ficção científica, e Monga, de Chris Lopes, uma espécie de bárbaro do humor sempre envolvido nas mais hilariantes aventuras.

A revista Lorde Kramus pode ser encontrada nas melhores bancas, livrarias e lojas especializadas de São Paulo. Na banca do coletivo de quadrinhos QUARTO MUNDO e no interior do estado nas bancas servidas pela DEVIR LIVRARIA e COMIX BOOK SHOP. Pela internet nas lojas DEVIR, COMIX e BODEGADOLEO. Também pode ser pedida pelo e-mail: lordekramus@gmail.com
Att.

Gil Mendes

Como ser bom de papo e se enturmar

Como ser bom de papo e se enturmar reúne exercícios e dicas de Reinaldo Polito, mestre em comunicação, numa linguagem acessível e divertida.

Um dos efeitos da proliferação da comunicação virtual – via “torpedos”, redes sociais, salas de bate-papo e programas de mensagens instantâneas – é a dificuldade cada vez maior dos jovens em estabelecer relações duradouras e confiáveis, especialmente com aqueles que não fazem parte de seu círculo de amizades.

Como ser bom de papo e se enturmar (Editora Europa, 80 páginas, R$ 19,90) reúne dicas e exercícios práticos de um dos maiores especialistas brasileiros em comunicação, o professor Reinaldo Polito. O editor Manoel de Souza lembra que a ideia de fazer um trabalho em parceria com o autor era antiga e só faltava encontrar uma forma que fosse tão eficiente quanto os vários livros e audiolivros que Polito já lançou e que venderam milhões de exemplares.

O projeto de transformar os ensinamentos de Polito numa história em quadrinhos veio com o desenvolvimento deste núcleo na Editora Europa, que já produziu duas HQs da série História do Brasil em Quadrinhos: Independência do Brasil e História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República.

“Optamos por uma linguagem acessível aos jovens e também por um padrão visual que lembra os mangás e desenhos animados para buscar identificação com os produtos culturais que este público já consome”, conta Manoel de Souza. O argumento e o roteiro são do escritor Edson Rossatto e a arte, do quadrinhista Álvaro Omine.
O personagem principal do livro é Rodrigo, um jovem que fica deprimido quando descobre que vai se mudar junto com os pais de uma cidade no interior de São Paulo para a capital. Sua maior preocupação é a dificuldade em fazer amigos. Por sugestão de um parente, Rodrigo procura o professor Polito e dá início ao seu “treinamento”.
Como ser bom de papo e se enturmar ensina exercícios práticos para trabalhar a dicção, vencer a insegurança e melhorar a abordagem a pessoas desconhecidas. “Apesar de direcionarmos o livro aos jovens, as dicas servem para pessoas de qualquer idade que precisam se comunicar melhor e aumentar seu círculo de amizades”, diz o editor.
A HQ está à venda em bancas a partir de 29 de julho, primeiro nas capitais São Paulo e Rio de Janeiro, para depois ser redistribuída a partir do meio de outubro em outras cidades do Brasil.

Quem preferir, pode comprar a HQ em livrarias ou na Editora Europa, pelo www.europanet.com.br ou telefones 0800 8888 508 e (11) 3038-5100.

Como ser bom de papo e se enturmar
De Reinaldo Polito
Roteiro de Edson Rossatto
Desenhos de Álvaro Omine
80 páginas, capa e miolo coloridos
Formato: 18,5 x 25,5 cm
Preço: R$ 19,90

Mais informações para imprensa:
Manoel de Souza
Telefone: (11) 3038-5109
manoel.souza@europanet.com.br
www.europanet.com.br

16 de ago de 2011

CRÂNIO N°22 & HERÓIS BRAZUCAS N°58

Dois lançamentos enviados por Francinildo Sena
-
CRÂNIO N°22
Páginas: 24
Tamanho: 21 X 15 cms.
R$ 5,00 (Porte Já incluso)

Na edição anterior estreamos a seção "O BAÚ DO CRÂNIO" que foi muito bem recebida pelos leitores que acompanham o fanzine regularmente.

Por isso dedicamos essa edição a seção trazendo duas HQs.

A primeira "PROJETO POWER" na arte do David Silva é cronologicamente anterior a HQ publicada na edição #13 pois,foi nessa HQ que o grupo foi apresentado no universo das histórias do CRÂNIO.

a Segunda HQ "O CAPTOR" na arte do Gilberto Borba é na verdade uma versão bem resumida de outra ainda inédita também na arte do Borba.

A capa desta edição é do Rodrigo Fernandes.

a Venda na Bodega do Léo
www.bodegadoleo.com
ou diretamente comigo pelo E-Mail;
fscranio20@yahoo.com.br
Disponíveis também Todas as Edições anteriores
ao preço da Edição mais recente

Francinildo Sena

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HERÓIS BRAZUCAS N°58

Páginas: 20
Tamanho: 21 X 15 cms.
Capa e Miolo em Xerox P&B
R$ 4,00 (porte Já incluso)

PABLO RATO."O Despertar de um E.M.A"
Roteiro de Alcivam Gameleira (Criador da personagem) e arte do Antonieto Pereira.
O DECONHECIDO HOMEM DE PRETO.
Escrito por Emir Ribeiro (Criador) com arte do internacional Mike Deodato quando ainda assinava como Deodato Filho.
VISAGEM.
Criação de Tony Machado com arte do Riccelle Sullivan.

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Francinildo Sena

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Messias de Mello e o Espiritismo

Por Worney Almeida de Souza

A obra de Chico Xavier foi imortalizada através da literatura. Mas outra arte também propagou os ensinamentos e os exemplos do grande médium: as histórias em quadrinhos. Gênero de fácil leitura e compreensão, os quadrinhos sempre foram lidos e cultuados pelos jovens, que procuram em suas páginas diversão, conhecimento e imaginação. Os quadrinhos são usados na educação, na informação e na cultura em geral. E também são uma excelente forma para relatar fatos reais e acontecimentos públicos. Apesar disso, as histórias em quadrinhos são um meio pouco usado para a difusão do Espiritismo. Mesmo assim, existem adaptações de casos psicografados pelo grande médium.
Esses trabalhos foram publicados no Anuário Espírita do Instituto de Difusão Espírita. São seis adaptações de contos de Hilário Silva, dos livros Almas em Desfile e A Vida Escreve, psicografadas por Chico Xavier e Waldo Vieira. As histórias foram publicadas entre 1964 e 1968 e foram adaptadas e desenhadas por Messias de Mello. Um trabalho surpreendente esquecido nas prateleiras das bibliotecas espíritas e desconhecido para a grande maioria dos admiradores do artista. Messias de Mello é um dos maiores quadrinhistas nacionais, tendo produzido centenas de páginas de quadrinhos para o suplemento A Gazetinha (nas décadas de 30, 40 e 50) e foi cartunista e caricaturista do jornal A Gazeta Esportiva (entre 1933 e 1975), também criou HQ´s para a editora La Selva como Arrelia e Pimentinha e Oscarito e Grande Otelo.
Messias de Mello e o Espiritismo reproduz as seis histórias em quadrinhos, além de uma capa e 20 ilustrações que são um trabalho apurado e delicado que só o grande mestre dos quadrinhos nacionais poderia realizar. E traça um perfil detalhado do excepcional artista e ser humano chamado Messias de Mello.
Messias de Mello e o Espiritismo é uma publicação da editora Marca de Fantasia (com pesquisa e produção de Worney Almeida de Souza) e tem tiragem limitada. As vendas são feitas pelo correio ao custo de R$ 12,00 (incluído o envio postal) e podem ser feitas pelo endereço: www.marcadefantasia.com

15 de ago de 2011

Todos os Presidentes do Brasil

Por Worney Almeida de Souza

A história da República no Brasil começou no dia 15 de novembro de 1889, quando os militares do Exército depuseram o velho imperador Dom Pedro II e instalaram um novo regime político inspirado no positivismo de Augusto Comte. De lá para cá foram 121 anos de governos democráticos, autoritários, parlamentares e presidencialistas, com a presença de militares, acadêmicos, políticos tradicionais e aventureiros. Oscilando entre os três poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário), nossa jovem República sempre é associada às atitudes, filosofias e ações de sua figura máxima: o presidente.
Assim conhecer a trajetória de nossos 45 presidentes é uma forma de compor o complexo quebra-cabeça de nossa história. Essa é a proposta da revista Todos os Presidentes do Brasil (100 pgs., formato: 20,5 x 27,5 cm, editora Minuano, R$ 9,80, pesquisa, texto e produção: Worney Almeida de Souza) que está à venda nas bancas de jornais. Percorrendo a trajetória de cada um deles, apresenta a vida, a carreira política, a eleição, o governo e as situações políticas e econômicas do Brasil no período de seu mandato. Também conta o que cada mandatário fez após a Presidência e frases importantes que mostram suas ações em momentos cruciais em cada mandato.
Todos os Presidentes do Brasil traz ainda uma breve história da República, os períodos presidenciais, todos os vice-presidentes, o plebiscito e todos os candidatos ao cargo na eleição de 2010. Finalmente revelamos momentos inusitados com outros presidentes: como os vários mandatários do Acre, um governo revolucionário em Natal, uma insurreição anarquista, uma Comuna em Manaus, o Contestado, a posse de um presidente comunista e um brasileiro que foi duas vezes presidente de Portugal.
Todos os Presidentes do Brasil é indicado para as pesquisas escolares e é um dossiê histórico indicado para se conhecer a história do Brasil.

Garra Cinzenta - de Renato Silva

Foi lançado o álbum Garra Cinzenta (136 pgs. tamanho: 21,5 x 27,5cm, capa dura, editora Conrad, R$ 39,90) reunindo os 100 capítulos da história em quadrinhos publicada entre 1937 e 1939, no jornal tablóide paulistano chamado A Gazetinha, publicado por Cásper Líbero. Publicado em formato fac-simile (mantendo a grafia original), o álbum resgata uma das mais lendárias séries do quadrinho nacional.
A história está repleta de assassinatos, conexões subterrâneas, laboratórios secretos, casas de ópio, uma sociedade secreta do crime e cartões que estampam uma garra ressecada assombrando uma metrópole sombria. Do lado da lei e da ordem, o inspetor Frederic Higgins, o sub-inspetor Miller e o sargento Ned. Entre seus colaboradores, a rica e glamorosa Kay Tornhill e seu irmão Henry, além do chinês Lee. Já o papel de vilão fica por conta de Garra Cinzenta, o autômato Flag e a surpreendente Dama de Negro. Considerada uma das primeiras historias policiais nacionais (embora com vários elementos de terror e de ficção), Garra Cinzenta tem influencia direta dos pulps (revistas baratas, impressas em papel de baixa qualidade, com dezenas de contos e capas coloridas para lá de chamativas. Criadas como entretenimento de massa, as pulp magazines publicavam de tudo: narrativas fantásticas de ficção científica, histórias policiais e de guerra, westerns, relatos do submundo do crime e grandes aventuras passadas em épocas e locais incomuns) e dos seriados de cinema.
A arte ficou por conta de Renato Silva, grande ilustrador carioca de revistas como Vida Doméstica, A Maçã, Vamos Ler, A Noite Ilustrada, Carioca, O Cruzeiro e A Cigarra e na revista erótica Shymmy. Na Garra Cinzenta, Renato Silva demonstra toda a qualidade de seu traço, riqueza de detalhes, construção de ambientes, máquinas e personagens. Já a identidade do roteirista é um mistério. Francisco Armond é um pseudônimo, possivelmente da jornalista e poetisa Helena Ferraz de Abreu (esposa de Manoel Ferraz, editor do Correio Universal), mas não existe confirmação de sua autoria.
A história tem uma trama envolvente, cheia de sobressaltos, ação, personagens marcantes e ambientação soturna. Ler Garra Cinzenta é voltar no tempo, conhecendo como eram contadas as histórias de suspense na década de 30. O álbum também é um resgate histórico de uma obra cultuada e pouco conhecida do fantástico quadrinho nacional.


Worney Almeida de Souza

10 de ago de 2011

Blog AQC-ESP abre espaço pra divulgação de lançamentos

O Blog da AQC-ESP tem atingido seus objetivos. Está mostrando as atividades da Associação, divulgando as ações e projetos de profissionais e aficionados e reunindo os quadrinhistas de todo o Brasil.Também virou referência para a mídia em geral e para a sociedade, pois somos consultados e chamados para eventos como representantes do produção nacional.
Assim é chegada a hora de dar mais um passo. E esse movimento vai para os lançamentos de revistas, fanzines, álbuns, livros e volumes de e sobre os quadrinhos nacionais.
-
O espaço de nossa página principal está aberto para os autores divulgarem seus trabalhos. Para isso, enfie um texto com uma breve resenha, com a imagem da capa, preço, páginas, tamanho e local de venda (bancas e livrarias) ou forma de venda pelo correio.

Envie para os endereços: aqc.waz@gmail.com

Participe! Divulgue seu trabalho!

9 de ago de 2011

ANÁLISE DO PROJETO DE LEI DO DEPUTADO SIMPLÍCIO MÁRIO


(Edgard Guimarães, editor do Zine Quadrinhos Independentes)edgard@ita.br
http://www.gibindex.com/content/edgard-guimarães
"O texto completo do Projeto de Lei foi publicado no “QI” 89
(e aqui nesse blog)
-
Primeiramente algumas observações. Como este Projeto é de 2006, a esta altura é bem provável que já tenha sido esquecido pelos parlamentares. Mesmo assim, acho que vale a pena analisar seu texto. Acho também que uma lei relacionada às histórias em quadrinhos é importante, e poderia enfocar o tema sob vários aspectos, cada um com seus pontos positivos e negativos. Considero, no entanto, este Projeto de Lei do Deputado Simplício Mário confuso, mal redigido, com muitas falhas e omissões, texto muito geral e vago, e com algumas determinações impossíveis de se colocar em prática.
A frase inicial do texto, que é repetida quase sem mudanças no Artigo 1º, diz uma coisa, mas o assunto principal do Projeto de Lei é outro. No início, “estabelece mecanismos de incentivo para produção, publicação e distribuição de revistas de quadrinhos nacionais”. No entanto, o cerne do Projeto de Lei é a obrigatoriedade de uma cota de 20% de publicação de quadrinhos nacionais. Ora, obrigar não é incentivar, na verdade um é o oposto do outro. É melhor esquecer esta frase inicial e o Artigo 1º e considerar a Lei como uma lei de cotas obrigatórias. Aproveito para dizer que não vejo nada errado em uma lei que obrigue as editoras a publicar uma certa porcentagem de quadrinhos nacionais. Todos nós somos obrigados a um monte de coisas. Somos obrigados a pagar impostos, a obedecer regras de trânsito, enfim, uma infinidade de obrigações. Ser obrigado a alguma coisa faz parte do contrato que define uma sociedade organizada. A luta que se deve travar não é para deixar de ser obrigado, mas para que as obrigações sejam justas. O ponto criticado no Projeto de Lei é que se apresentou como um mecanismo de incentivo, quando de fato não é. Mecanismo de incentivo seria, por exemplo, diminuição de impostos para publicação de quadrinhos nacionais. Mas este Projeto de Lei não menciona nada disso.
Voltando à análise do Projeto de Lei considerando que seja uma lei de cotas. O Artigo 2º está bem redigido, de forma bastante clara. “As editoras deverão publicar um porcentual mínimo de 20% de histórias em quadrinhos de origem nacional.” O parágrafo 2º estipula de forma clara como esta porcentagem irá crescendo gradualmente. O parágrafo 1º começa bem redigido, mas é atropelado no final. A redação correta seria: Considera-se história em quadrinhos de origem nacional aquela criada por artista brasileiro ou estrangeiro radicado no Brasil e que tenha sido produzida para empresa sediada no Brasil. É uma boa definição, engloba toda produção feita dentro do país para publicação original no próprio país. Inclui HQs de personagens estrangeiros, como Disney, feitas por estúdios brasileiros, e exclui HQs feitas por brasileiros para editoras estrangeiras, como Marvel e a DC, por exemplo. Com isso, procura-se valorizar o trabalho de produção feito por brasileiros e de publicação feito por empresa sediada no Brasil. Determinar se uma produção é brasileira ou se uma editora está sediada no Brasil é coisa fácil, não dá margem a dúvidas, portanto a posterior fiscalização do cumprimento da lei seria de fácil implementação. O artigo não impõe uma obrigatoriedade de “temática brasileira” nas HQs, algo bastante subjetivo, de difícil determinação.
Este Artigo 2º tem duas falhas gravíssimas. A primeira é 20% de quê? Do número de títulos? Do número de páginas produzidas? Da tiragem? Não tem sentido estipular 20% da tiragem, pois uma lei pode obrigar uma editora a publicar mas não um leitor a comprar. Portanto, a tiragem de cada revista tem que continuar definida pela lei de mercado. Se uma revista do Homem-Aranha vender mais do que uma revista nacional, paciência. O mais razoável é que os 20% sejam de páginas publicadas. A distribuição dessas páginas em quais e quantas revistas fica de acordo com a conveniência da editora. A outra falha desse Artigo 2º é que não se estabelece pena para o não cumprimento da cota. A editora é obrigada a publicar 20% de quadrinho nacional? É, e se não publicar, acontece o quê? Uma lei para ser cumprida precisa deixar clara a penalidade para seu não cumprimento.
O Artigo 3º teve boa intenção, mas da forma que foi redigido é totalmente irreal. A lei quer que o distribuidor também obedeça à cota de 20%. Mas o distribuidor não tem poder para dizer o que a editora deve produzir. Se a editora chega com um lote de revistas para distribuir e não tem nenhuma com material nacional, a distribuidora deve fazer o quê? Recusar o lote? O objetivo do artigo foi querer impedir que uma editora, para burlar a lei, imprimisse uma pequena quantidade de revistas com material nacional e não as enviasse para o distribuidor. O pensamento está correto, mas deve ser dirigido à editora. Ou seja, a editora é obrigada a publicar e entregar ao distribuidor a cota de 20%.
No Artigo 4º, o projeto quis incluir na obrigatoriedade de publicação também as tiras para jornais. Mas por que não manteve a cota de 20%, que pareceu boa para as revistas de banca, e, sem explicação, aumentou a cota para 50%? Há atualmente jornais que publicam mais de 50% de tiras brasileiras, a lei não impediria isso, mas para viabilizar a publicação de tiras em todos os jornais, seria coerente manter a cota mínima de 20%.
Os Artigos 5º e 6º são muito bonitos, mas totalmente inúteis, pois são suficientemente vagos para significar alguma coisa. Claro que o que está escrito nesses artigos têm importância, mas não creio que seja matéria para esta lei específica. Por exemplo, a criação desta ou daquela disciplina dentro de um determinado curso é atribuição das universidades sob a fiscalização do Conselho Federal de Educação. Também não creio que seja da alçada desta lei o tipo de programa a ser estabelecido pelas agências de fomento. Creio que há um grande equívoco nestes artigos. Uma lei deve ser objetiva, com determinações fáceis de colocar em prática.
O trecho inicial da justificação é uma sucessão de informações jogadas sem muita coerência, cuja quantidade de erros conceituais e dados falsos impressiona. A revista “O Tico-Tico” foi a primeira do mundo a trazer histórias completas? O que é esta ‘As Canções de Cego’, considerada a primeira HQ do mundo? A maioria dos autores brasileiros segue o estilo comics? E por aí vai. Mas, apesar deste “samba do cartunista doido”, a certa altura o texto traz informação importante. “O projeto de lei (...) leva em conta não apenas o potencial econômico do mercado consumidor brasileiro, que hoje beneficia apenas a indústria de entretenimento norte-americana e outras nacionalidades, mas também a importância de fomentar um elemento de identidade cultural e manifestação artística.” Este parágrafo está muito bem colocado. Enfatiza a importância de um quadrinho nacional dos pontos de vista cultural e econômico. Mais à frente, o texto vislumbra a produção de quadrinhos brasileiros como um produto de exportação e arrecadador de divisas. É preciso ter em mente essa possibilidade. Quando uma multinacional como a Panini se instala no país, de um lado, ela pode trazer de fora material para publicar aqui, mas, de outro, deve levar o material produzido aqui para fora.
Alguns comentários adicionais são necessários, mas agora sem ficar restrito ao texto do Projeto de Lei.
Muitas pessoas ficam incomodadas quando o assunto é uma lei de reserva de mercado para os quadrinhos nacionais. Algumas perdem todo o equilíbrio emocional e partem para agressões, no mínimo, verbais. A impressão que se tem é que uma pessoa assim não conseguiria viver sem esses quadrinhos estrangeiros. E no caso específico do Projeto de Lei do Deputado Simplício Mário, na pior hipótese, seria a redução de 20% da publicação de revistas com HQs estrangeiras. Isso se considerarmos que o mercado já está saturado e que para publicar 20% de quadrinho nacional precisaria diminuir 20% na publicação de quadrinho estrangeiro. Ou seja, uma redução de 20% nos quadrinhos estrangeiros já tem provocado reações extremadas em várias pessoas. Ora, qual é este quadrinho estrangeiro publicado no Brasil? Por acaso é a fina flor da produção internacional, aquele material que realmente faria falta à formação cultural de uma pessoa? Do volume total de quadrinhos estrangeiros publicado no Brasil, a grande maioria é totalmente dispensável. As fases atuais dos super-heróis da Marvel e DC constituem-se em verdadeiras afrontas ao leitor mais antigo. Essa Crise de sei lá o quê, esta guerra civil, tudo isso é uma verdadeira arapuca criativa. Os roteiristas entraram num beco sem saída. Logo, a solução será fazer de conta que isso não aconteceu para conseguirem criar novas histórias. Dos mangás, nem se fala. É um mais nojentinho que o outro. A grande maioria das obras de qualidade feita em outros países continua inédita por aqui. Só recentemente o leitor brasileiro pôde terminar de ler a série original de Ken Parker, que é da década de 1970. O mesmo em relação a Lobo Solitário. E no caso de Ken Parker ainda faltam várias histórias, sem perspectiva de saírem por aqui. Também só recentemente as histórias de Carl Barks tiveram publicação decente no Brasil. E as obras-primas do quadrinho argentino? “El Eternauta”, “Mort Cinder” e “Sherlock Time” são inéditas por aqui. “Alvar Mayor” teve publicação truncada já há algumas décadas. Nem merece comentário a salada que tem sido a publicação da linha Vertigo no Brasil. E as centenas de séries européias de qualidade, cadê? “Blake e Mortimer”, “Vagabundo dos Limbos”, “Valerian”, etc. Todo leitor brasileiro que busca trabalhos de maior qualidade tem sobrevivido muito bem nesses anos todos sem todo esse material. Qualquer pessoa pode muito bem sobreviver à diminuição de 20% desse atual lixo norte-americano e japonês. Pois, se não puder, o caso é grave e exige tratamento especializado. A boa notícia é que atualmente há tratamento para qualquer coisa. A má notícia é que o mesmo não se dá com a cura.
Outra questão muito alardeada é que uma obrigatoriedade de qualquer coisa é coisa de ditadura. Ou melhor, que num regime democrático cada um deve ter liberdade para comprar o que quiser. Ah, sim, “eu trabalhei, ganhei o meu dinheiro e compro o que eu quiser com ele”. Certo? Errado! Espero não estar desfazendo uma de suas mais caras ilusões, mas Deus não criou o Universo para girar em torno de você. Existe um interesse coletivo que é maior do que o interesse particular de cada um. A Constituição e suas leis deixam claro que o interesse da sociedade tem precedência sobre os interesses individuais. E cabe ao Estado o gerenciamento do país de modo que seu funcionamento seja estável. O que isso significa? Que o país como um todo deve ser capaz de gerar riquezas que sirvam primeiramente ao seu próprio povo. Se o que é produzido serve à população e há excedentes, estes podem ser exportados. Se o capital produzido é suficiente para os investimentos internos para manter e aprimorar a estrutura do país, e há sobra, esta pode ser gasta com importações. Se esta equação básica não é satisfeita, o país definha, empobrece, degenera, como já se viu muitas vezes na História mundial. Na própria História do Brasil, o desperdício de divisas por governos irresponsáveis tem sido mais a regra do que a exceção. Nos governos democráticos, procura-se usar uma série de mecanismos que não sejam visivelmente autoritários. Por exemplo, para evitar que a importação de determinados produtos destrua a indústria local, criam-se taxas de importação. Em certos casos pode-se mesmo proibir a importação de determinado produto. De uma maneira simplificada, a idéia é que toda área de atividade econômica, independentemente, fizesse cumprir o balanço necessário para a estabilidade do país. Ou seja, na área editorial, a maior parte da produção deveria ser de material impresso no país a partir de trabalhos feitos no país. O excedente poderia ser gasto com importações de publicações estrangeiras ou de material estrangeiro para publicação no país, desde que esta porcentagem não comprometesse a estabilidade do setor. E qual seria esta porcentagem? Certamente não é o 80% que o Projeto de Lei estipula. Quem imagina que um setor econômico possa sobreviver produzindo 20% do consumo e importando 80%? E, no entanto, é esta proporção definida no Projeto de Lei em análise que tem provocado a ira das pessoas que não suportariam viver sem os quadrinhos estrangeiros. Um país sério, como há tantos no mundo, seja com mecanismos mais autoritários ou com recursos mais democráticos, como tarifação ou leis de incentivo, não permitiria que algum de seus setores da atividade econômica ocupasse apenas uma faixa de 20% do mercado, sofrendo uma sangria de 80% dessas divisas para países estrangeiros. Um país sério estabeleceria mecanismos, quaisquer que fossem, que garantissem ao menos 80% da produção de um determinado setor a cargo da população do próprio país. É claro que uma sociedade moderna é bastante complexa e permite que em alguns setores a porcentagem de produção feita no país seja menor, compensada por uma produção maior em outros setores, de modo que no total a estabilidade se mantenha. O que isso significa é que o domínio quase total de quadrinhos estrangeiros nas bancas e livrarias brasileiras, com os pagamentos de direitos enviados para o exterior na quase totalidade, tem que ser compensado por outros setores de atividade econômica para que haja equilíbrio na economia geral do país. Então quando uma pessoa gasta seu dinheiro, que ganhou com o seu trabalho e sobre o qual tem todo o direito, comprando apenas quadrinhos de origem estrangeira, está lesando outros setores da atividade econômica que tiveram que produzir mais para compensar este desperdício. Como já foi dito, este tipo de coisa é permitido numa sociedade capitalista complexa sob regime democrático, e por isso cada um pode continuar gastando seu próprio dinheiro do jeito que quiser sem dar satisfação a ninguém, como se este dinheiro tivesse sido gerado por uma fonte metafísica absoluta, e não fosse o resultado de um emaranhado de relações de produção envolvendo uma quantidade inimaginável de pessoas efetivamente produzindo riquezas. Com exceção de um ou dois ermitões esquecidos nos cafundós do Judas, toda atividade econômica exercida por uma pessoa sofre influência do resto da sociedade, e, por sua vez, o influencia. Portanto, seu dinheiro não é tão seu assim. Para ele chegar até você, de um jeito ou de outro, seja vendendo biscoito, recebendo salário do governo ou pedindo mesada para a mamãe, ele não poderá ser desviado pelo caminho, porque um outro sujeito achou que tinha todo o direito de mandá-lo para fora do país em troca de um gibi importado.
Assim, vivemos nesta sociedade onde uma parcela da população gasta uma riqueza que não produziu em sua totalidade, enquanto outra parcela deverá compensar este gasto produzindo mais do que deveria. As revistas de quadrinhos são uma parcela, imagino que até bem pequena, em meio à quantidade de produtos estrangeiros que entram no país, limpando o excedente de riqueza gerado por setores realmente produtivos. Filmes, seriados, automóveis, equipamentos eletrônicos, roupas de grife, uma infinidade de coisas que poderiam ser produzidas por brasileiros, gerando empregos dentro do país, aumentando a renda média da população, e melhorando a sociedade como um todo. Por fim, esta defesa intransigente da liberdade de mercado, cada um faça o que quiser com o dinheiro que por ventura recebeu, não tem todo esse apoio incondicional da parte dos países ricos, quando o prejuízo é para eles. Os Estados Unidos, o berço desse capitalismo inconteste, não tem qualquer pudor em impedir importações que não lhes sejam convenientes, e toda a pressão que tem feito para que se feche o acordo da Alca não é por qualquer tipo de altruísmo ou idealismo."

8 de ago de 2011

ILLUSTRATION NOW EM SAMPA - TEX - TONTO - EURO BD - HISTORIETAS - QI


Landamento do livro
ILLUSTRATION NOW! PORTRAITS
Livraria da Vila
Amanha...
Bate papo com o editor da Taschen JULIUS WIEDEMANN e
os desenheiros de plantão GLAUCO DIÓGENES e KAKO.

LIVRARIA DA VILA
Al. Lorena, 1731, Piso Térreo – JARDINS
09 de Agosto de 2011
Terça Feira
Das19hs às 22hs
http://www.kakofonia.com
http://www.brazilcartoon.com.br/blog/ricearaujo/galeria/656
http://www.ilustracaodigital.com

QUADRO-A-QUADRO

http://quadro-a-quadro.blog.br/?p=8714
(Bira Dantas)
Resenhinha do lançamento da revista em Quadrinhos "São Jorge da Mata Escura", em Salvador e em São Paulo.

ZE CARLOS E OS DESENHISTAS DE TEX

http://texwillerblog.com/wordpress/?p=29576
"A Gibicon a dois passos de casa.
Depois da minha longa aventura (numa viagem relâmpago) em Outubro do ano passado para conhecer Fabio Civitelli, na companhia da minha esposa e do meu filho John Lucas, aquando do 17º Fest Comix de São Paulo, agora tive a felicidade de receber o Tex e dois dos seus autores, o mesmo Fabio Civitelli que tinha conhecido em São Paulo, mas também, Lucio Filippucci, num fabuloso evento realizado na minha cidade, Curitiba, capital do Paraná, a Gibicon nº 0.
Foi muito gratificante participar do evento. O Fabio Civitelli e o Lucio Filippucci são grandes personalidades que fizeram a alegria de todos os presentes, desenhando para todos os texianos e eu mesmo que no Fest Comix não tinha conseguido um único desenho original e exclusivo, acabei desta vez conseguindo vários e de ambos os autores, assim como o meu filho , como poderão ver em algumas das fotos que ilustram o texto no blogue do Tex.
Foi fantástica esta primeira Gibicon em que estive presente e onde parecia uma criança já que a felicidade era tanta sobretudo por rever os velhos amigos e conhecer novos amigos e espero que no futuro venham outros eventos similares já que o Civitelli e o Filippucci foram de uma simpatia e disponibilidade únicas: nota 1000 para ambos! Inclusive o meu filho John Lucas também esteve sempre radiante pois teve o seu dia de glória junto dos Mestres italianos, ele que um dia também sonha vir a ser um desenhador profissional."

BUMERANGUE
http://edtonto.blogspot.com

"O velho espírito que anda foi atraído pelo campo gravitacional do universo Pinacoderal da Parahyba e danou-se. Bangalla agora tem eleições, facadas ao vivo, linchamentos e bombas de pregos, e recebemos tudo em primeira mão do jornalista que voa. O Diego Gerlach tem a manha de contar uma história: sem cerimônia alguma somos empurrados pra lá e pra cá e atordoados descobrimos que tem um sentido naquilo tudo e dá vontade de continuar caminhando pelo labirinto. Foi nesse mundo que caiu o pobre fantasminha camarada, ditador de duendes e justiceiro da caveirinha. E ele nunca mais será o mesmo.
O Ano do Bumerangue foi produzida com o auxílio da revista Prego e os coletivos Máfia Líquida e Holístico Extrapiramidal, que o Senhor os ajude. É a primeira revista do Gerlach e vc não pode deixar de escrever a ele e pedir os zines Pinacoderal da Parahyba e Imploda quando se sentir lombrado que valem a pena tanto quanto."
Ano do Bumerangue
21x29,7 cm, 28 páginas, pb, R$12,00
Diego Gerlach

EM PORTO ALEGRE VOCÊ
ENCONTRA TUDO DA TONTO EM:
FUZZ DISCOS
CRISTÓVÃO COLOMBO, 28A
SEG A SEX: 13H AS 18H
SÁBADO: 10H AS 16H
http://WWW.FUZZDISCOS.BLOGSPOT.COM

POSTER MONGA

"Este é Monga, um bárbaro peregrino que está sempre se metendo nas mais hilariantes situações. Veha rir e se esbaldar nas engraçadas aventuras deste personagem criado por Chris Lopes. Abaixo link do blog Lorde Kramus, ainda experimental, mas que já possui muitas informações sobre Lorde Kramus e o mundo da Era Primordial. Visite nossas páginas, veja nossos vídeos e passeie pela nossa galeria de arte, onde grandes talentos emprestam seus estilos para ilustrar o guerreiro Krorher e tornar real o mundo em que vive."
http://lordekramus.blogspot.com/

MUSICA E ILUSTRAS DOS ANOS 20 E 30
http://www.youtube.com/watch?v=2-OKtqJGaW0&feature=related

EURO-DICAS DO PEDRO HUNTER
Para visitar o site do grupo:
http://br.groups.yahoo.com/group/EuroQuadrinhos/
"Primeiro álbum à venda na FNAC.
É mais um trabalho do incansável Jean Luc Istin:
http://www.studiokameleon.com/Istin/dotclear/index.php?category/Collections-Soleil/Space-Opera
Aqui o primeiro (e, por enquanto, único) álbum publicado:
http://soleilprod.com/album/2176/s%C3%A9rie/KHAAL+CHRONIQUES+D%27UN+EMPEREUR+GALACTIQUE/titre/Livre+premier
A dupla Valérie Mangin e Aleksa Gajic (d'O Flagelo dos Deuses, alguém
lembra?) está de volta com uma nova série:
http://soleilprod.com/album/2192/s%C3%A9rie/DRAKKO/titre/La+Treizi%C3%A8me+Horde
Curiosa mistura de fantasia e FC. Gajic parece ter saído um pouco da
"sombra" de Juan Gimenez, que lhe colocava sob um parâmetro de
comparação extremamente desfavorável, o que é um progresso.
Como o site da Soleil é, sem meias palavras, muito ruim, às vezes
descubro essas "surpresas"...A clássica criação de Moebius faz 35 anos e, para comemorar a data,
o blog da Humanoides bota no ar diversos vídeos:
http://www.humano.com/blog/le-blog-des-humanos/id/2994
Destaque para um episódio da série de animação (toda desenhada pelo
próprio Moebius!) e para um vídeo que mostra o autor desenhando o
personagem em menos de três minutos!
Vale dizer que o álbum original, recém-publicado no Brasil pela
Nemo, é bastante recomendado!

XIII
Quando a Panini lançou XIII, O
FINAL DA SÉRIE AINDA NÃO TINHA SIDO PUBLICADO NA FRANÇA!
Quando ele finalmente FOI publicado, a Panini já tinha parado de
publicar sua linha européia.
Eu bem que gostaria que eles fizessem um esforço só para publicar
essas últimas histórias (uma delas com arte do Jean Giraud!), mas
posso entender que eles não queriam refazer o contrato com a Dargaud
só para publicar UMA edição.
O que é uma pena. Eu estive no evento de lançamento dos álbuns na
loja Virgin dos Champs Élysées em Paris e tenho um monte de fotos
legais que poderiam ser incluídas em uma eventual edição. Os três
autores (Van Hamme, Vance e Giraud) estavam lá..."

HISTORIETAS PARA BAIXAR
Ya está disponible el # 21 de la revista NM
http://www.revistanm.com.ar
64 páginas con ciencia ficción, terror y fantasía escrita
originalmente en español, de distribución gratuita.
Cuentos de Neri Osorio, Rekacz, Valitutti, Giorno, Valenzuela, Kiefer,
Lucio Palacio y Santos.
Se la puede leer en línea o descargarla en sus versiones para lectura
sin conexión o imprimible desde "La Hemeroteca
http://www.revistanm.com.ar/content/hemero.html

RESENHA:
Capitão América: O Primeiro Vingador

DIVERSÃO PURA
- por André Lux, crítico-spam
http://tudo-em-cima.blogspot.com/
"O filme é muito bom e, por mais incrível que pareça, não tem nada de patriotadas irritantes pelas quais os estadunidenses são famosos.
Tinha tudo para dar errado mais esta adaptação de um super-herói da Marvel, a começar pelo nome “Capitão América”, que evoca as piores bravatas patrióticas pelas quais os estadunidenses são famosos.
Mas, por incrível que pareça, o filme é muito bom e não tem nada de patriotadas irritantes (que destruíram, por exemplo, “Invasão do Mundo: A Batalha de Los Angeles”). Pelo contrário, deram até um jeito de ridicularizar o herói quando é reduzido a um mero garoto propaganda do exército para angariar dinheiro em bônus de guerra.
O diretor Joe Johston, que veio dos efeitos especiais e não tem lá um currículo muito brilhante (seu filme melhorzinho era “Rocketeer”), até que se sai bem aqui, equilibrando satisfatoriamente cenas de ação com outras mais intimistas que ajudam a gerar simpatia pelos personagens, essencial para que esse tipo de filme funcione.
O desenho de produção é muito bom (bem diferente do horrível “Thor”) e evoca com maestria o clima dos anos 40 (a história passa em plena segunda guerra mundial). Ajuda muito o elenco, principalmente os coadjuvantes, que dão força ao ator principal Chris Evans como Capitão América (aqui num papel bem diferente do arrogante e cheio de si Tocha Humana que interpretou nos filmes do “Quarteto Fantástico”). Mas quem brilha é o sempre excelente Hugo Weaving, o eterno Sr. Smith de “Matrix”, como o vilão Caveira Vermelha.
Os efeitos especiais são bons e na medida certa, o que é sempre uma surpresa já que hoje em dia, depois do advento da computação gráfica, a maioria dos filmes de ficção e aventura desse tipo acabam poluídos pelo excesso deles. O irregular compositor Alan Silvestri, da trilogia “De Volta Para o Futuro”, acerta também ao compor uma trilha musical adequada e sem exageros, muito bem orquestrada e executada, que atua em favor do filme – principalmente nas cenas de ação.
O filme também tem bastante humor (do tipo inteligente, não igual ao “Thor”, onde quase todas cenas cômicas mostravam o herói batendo a cabeça em alguma coisa) e, maior dos méritos, não se leva a sério. Nesses quesitos lembra bastante o “Superman” de 1978, com Christopher Reeve. É diversão pura e sem pretensões além disso. Por tudo isso, vale a pena ser visto."

5 de ago de 2011

MAD - BICOF - BOSTOONS - EMIR - MARCATTI - PREMIO VLADIMIR HERZOG - ENCRUZILHADA - HAMLET - FIQ


NOVO NUMERO DA MAD NAS BANCAS
Enviado por Fí
(Cartunista e novo assistente editorial da MAD)
http://falafi.blogspot.com
"Homenageamos o fim da saga mais imbecil da atualidade (ufa,já não aguentávamos mais).
Pra fechar com chave de lata falsificada, batizamos nossa paródia com o nome de Harry Podre em As Muambas da Morte. E ainda fizemos um feitiço canastrão para transformar a capa em um mega pôster para nossos magos leitores.
Exclusivo! Raphael Salimena, o nosso repórter nas horas vagas que trabalha em troca de sopa de fubá com couve, entrevistou Harry Podre na intenção de descobrir um pouco mais sobre a vida do mais velho menino bruxo, que está Pendurando a Varinha.
Na tentativa de cativar um público mais vaidoso e melhorar a imagem dos nossos leitores, preparamos uma seção especial de dicas de beleza.
Bira Dantas desenha Cens que gostaríamos de ver...

Pras gatinhas feiosas, o mestre e entendedor no assunto Amorim bolou o Manual MAD de Funilaria Feminina.
Jackson, o expert em dermato-escatologia e causas espremidas, também nos dá várias dicas bacanas para Disfarçar as Espinhas. E por falar em coisas nojentas, mostramos o Lado Bom de uma Infestação Nacional de Insetos.
Um Resumão MAD para você entender melhor o World of Warcraft, o jogo de RPG mais famoso da atualidade. Não tínhamos como fugir já que essa porcaria chegou ao Brasil com o “precinho camarada” de quinze pilas por mês!
Duas páginas com as tiras mais malucas dos últimos tempos: Ryotiras!
E mais: Alves, Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho, Amorim, Baraldi, Bira Dantas, Danilo Dias, Spy vS Spy, Aragonés e os mesmos babacas amaldiçoados de sempre."
http://www.madmania.com.br

BICOF NA COREIA

http://www.bicof.com
Sophie Jang (Komacon), Joelle Kim (Apwinc) e Jung Byung-joo continuam investindo neste evento internacional do Quadrinho Coreano. Tanto que convidaram o cartunista Bira Dantas para palestra na Cerimonia de Abertura, alem do editor Sergio Alves (Escala Educacional) para participar de uma reuniao sobre Mercado (veja detalhes nas postagens anteriores).
A AQC, que ja assinou o MOU (Termo de Cooperacao entre Associacoes), deve estreitar os contatos com estes Quadrinhistas do outro lado do planeta!

JINJA BLOG
http://www.qdcomic.com/blog/2004/10/bucheon-festival.html
Jinja, cartunista do Cambodja fala em seu Blog da importancia do Bucheon International Comics Festival em criar essa possibilidade de troca de experiências entre artistas de partes tao distantes do globo.
"Bem viands a meu site. Assino emus cartuns comma Jinja, mas sou conhecido por outros nomes e apelidos, mas no meu passaporte esta' escrito ‘John Weeks’. Ja' corri o mundo, desenhando e fazed Quadrinhos por onde andei. Atualmente resido no Cambodja. Desenho garatujas desde que tive a chance de segurar um lapis. Minha inspiracao vem de eventos diários, reclamações das pessoas, que viram pequenos cartuns... traduzo para khmer (lingua native), frances e outras línguas.
Escaneio, e publico na web, pra ter uma semana bem divertida.
No site tem novidades e arquivos antigos.
Quem quiser me pedir algum e' so' entrar em contato. Sou bem rápido."

BOSTOONS, CARTUNS SOBRE 11 DE SETEMBRO
Dear cartoonist
As you know this year is the 10th anniversary of the September 11th, 2001 terrorist attacks on the United States. The BOSTOONS Foundation invites you to take part in the Online Salon
A Tribute to the 10th Anniversary of September 11
as an homage to the death and destruction caused by those attacks.
The Salon will open on Sunday, September 11, 2011 at 8:30 am, U.S. Eastern Standard Time.
One cartoon by each artist
$500.00 in awards
Cartoon reception deadline: Sunday, August 28, 2011
Check out the Salon website for the Rules and Regulations
http://bostoonsfestival.com
We appreciate your participation with your tribute cartoon.
Como es conocido este año se cumple el 10mo. aniversario de los ataques terroristas a los Estados Unidos del 11 de septiembre de 2001. La Fundación BOSTOONS te invita a participar en el Salón Virtual
Homenaje al 10mo. Aniversario del 11 de Septiembre
como tributo a las muertes y destrucción causados por esos ataques.
El Salón será inaugurado el domingo 11 de septiembre de 2011 a las 8:30 am, Hora Standard del Este de los Estados Unidos.
Un dibujo por cada artista
$500.oo en premios
Cierre de la convocatoria y recepción de trabajos: domingo 28 de agosto de 2011
Será oficialmente lançada amanhã, 05 de agosto de 2001, durante as
comemorações do 426º aniversário da Paraíba.

HISTORIA DA PARAIBA EM QUADRINHOS

2ª Edição
Preto & branco
Agosto de 2011
Off-set
Formato 16 x 22,5; 132 páginas
Escrito por Emilson Ribeiro e desenhado por Emir Ribeiro. Mostra os
principais fatos da história do estado da Paraíba, desde a fundação da
capital paraibana, em 05 de agosto de 1585 até o ano 2000. Em relação
à primeira edição (de 2003), foram acrescidos novos desenhos, além de
um texto explicativo/detalhativo, ao final de cada um dos 24
capítulos. Para todas as idades.
Preço ............................... R$ 25,00
Envio em porte simples...... R$ 4,00
Envio em porte registrado.. R$ 7,00

COMO COMPRAR:
- Depósito na Caixa Econômica Federal, Agência 0548, Operação 001,
Conta nº 747-0.
Envie cópia do comprovante de depósito.
- Cheque nominal cruzado (dentro de uma carta registrada), em nome de
Emir Lima Ribeiro

Contatos:
EMIR RIBEIRO
CAIXA POSTAL 3535
CEP: 58037-970
JOÃO PESSOA, PB

emir_ribeirojp@yahoo.com.br
emir.ribeiro@gmail.com
emir_ribeiro@hotmail.com
http://www.emirribeiro.com.br

QUADRINHISTA (E LUTHIER) MARCATTI PINTA CARROS ANTIGOS
http://www.sigaoldcar.com.br

O fantastico quadrinhista e ilustrador, membro da AQC, Francisco A. Marcatti Jr, faz parte ha 2 anos de uma nova modalidade de arte: a recuperacao de carros antigos, junto com Bicão, Jurandir e Toninho.
Seu setor: pintura, mas disponibiliza no site três camisteas aerografadas por solicitação do proprietário do Plymouth Satgélite 1972 (Aerografia original sobre malha, com tinta serigráfica).

Luthier, artista gráfico, aerografista e reconhecido como um dos mais importantes autores de histórias em quadrinhos underground brasileiros, Marcatti tem se dedicado à pintura de carros antigos com o mesmo cuidado e detalhismo que sempre observou na confecção de instrumentos musicais.
Email: marcatti@sigaoldcar.com.br
Site de Quadrinhos
http://www.marcatti.com.br

PREMIO VLADIMIR HERZOG DE JORNALISMO
http://www.premiovladimirherzog.org.br

Um dos prêmios mais antigos do Brasil, ele continua vinculado à luta pelos Direitos Humanos e Cidadania, sem envolvimento de empresas, instituições e segmentos jornalísticos.
Anualmente são premiadas nove categorias: Artes / Fotografia / Jornais / Rádio / Revista / Internet / TV – Documentário / TV – Jornalismo e Tema Especial. Já foram agraciados inúmeros profissionais que militam nos principais veículos impressos e eletrônicos do País.
Estão abertas as inscrições para a 33ª edição do Prêmio Vladimir Herzog de jornalismo, que oferece, neste ano, uma viagem para Nova Iorque e Washington com direito a acompanhante. As inscrições ficam abertas até 3 de setembro, para reportagens publicadas no período 2 de setembro de 2010 até 2 de setembro de 2011.
O objetivo do Prêmio Vladimir Herzog é reconhecer e premiar os profissionais e veículos de comunicação que colaboraram com a promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos e Sociais. No total, serão premiadas onze categorias, entre elas, Rádio; TV – Documentário e/ou Especial / TV – Jornalismo Diário e Imagem de TV; Artes; Fotografia; Jornais e Literatura.
As inscrições serão feitas pela internet através do site Prêmio Vladimir Herzog.
Para a categoria TV, a ficha de inscrição deve ser preenchida no site e uma cópia do material deve ser enviada pelo correio.
O Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos foi criado em 1977, dois anos após o assassinato do jornalista Vladimir Herzog. O objetivo era estimular os jornalistas em época de forte censura, a denunciar abusos cometidos pela ditadura.

ENCRUZILHADA
Marcelo D'Salete
Editora Barba Negra
Julho de 2011.
Essa HQ se passa em São Paulo, mas poderia ser em qualquer grande cidade. Anúncios, marcas e grafites são discursos que atravessam esse livro, compondo o cenário das cinco histórias que nele se cruzam. Seus atores vivem à margem do mesmo sistema que os cria: duas crianças que vivem nas ruas, uma garota de programa, um usuário de drogas, vendedoras de DVDs piratas, um ladrão de carros. Através do quotidiano desses personagens, vemos como o bem ou a justiça diluem-se entre a corrupção e a miséria da cidade grande.
Formato 24 x 17 cm
124 páginas
Veja mais detalhes e como comprar em
http://www.editorabarbanegra.com.br
http://www.fnac.com.br
http://www.livrariacultura.com.br



Tema de matéria no Jornal da Tarde de 04.08.11.
http://www.dsalete.art.br
dsalete@yahoo.com.br

ENCRUZILHADA:
http://www.dsalete.art.br/qua_29encruz.html
NOITE LUZ:
http://www.dsalete.art.br/qua_24nl.html

ASSISTA NO YOUTUBE
http://www.youtube.com/watch?v=8MfvuL0VLZo
Animação do artista Marcelo D'salete para a faixa Oranian.
Dsco Metá Metá de Kiko Dinucci, Juçara Marçal e Thiago França.
A ser lançado pelo aplicativo gratuito de música BAGAGEM

HAMLET EM QUADRINHOS

Roteiro: Bruno S.R.
Desenhos: Sam Hart
Arte-final: Juliano Oliveira
Cores: Tarsis Cruz
Lancamento na FELIT em São Bernardo (SP)
Dia 7 de agosto, as 16h.
I Feira Literária de São Bernardo do Campo (SP)
Pavilhão Vera Cruz
Av. Lucas Nogueira Garcez, 756.
Espaço de Leitura
http://hamlet-quadrinhos.blogspot.com

TAMBEM NA FELIT, VILACHA, JO FEVEREIRO E RONALDO ANTONELLI LANCAM QUADRINHOS
http://ateneuhq.blogspot.com/

Dia 13/8 às 18h vai ter sessão de autógrafos para os lançamentos: "O Ateneu", "A polêmica e outras histórias" e "A Cartomante", com Ronaldo Antonelli, Vilacha e Jo Fevereiro.
Eu estarei em viagem para a Coreia do Sul, para participar do Bicof (Bucheon International Comics Festival), por isso nao estarei presente.

FELIT
Começou a 1ª Feira Literária de São Bernardo. Inédito na região metropolitana de São Paulo, o evento, que se estenderá até o dia 14, será realizado no Pavilhão Vera Cruz e contará exclusivamente com livros infanto-juvenil.
"O diferencial da feira é que serão apresentados apenas livros da literatura, que vai proporcionar qualidade na educação, o estímulo da leitura e, consequentemente, melhorar a condição de escrita dos alunos", disse a secretária de educação da cidade, Cleuza Repulho.
A expectativa é de 12 mil visitantes por dia. Os ingressos custam R$ 2, com meia-entrada para estudantes e maiores de 65 anos. Cerca de 80 mil alunos da rede municipal irão visitar o local, com entrada gratuita. Para isso, a Prefeitura vai disponibilizar 100 ônibus, que circularão pela cidade levando estudantes e professores ao evento. No final da feira, cada criança ganhará um livro para levar para casa. Cada unidade escolar vai receber uma verba para adquirir livros para a biblioteca da escola.
"A feira vai proporcionar que as escolas melhorem os indicadores de ensino e também proporcionar que o público da região possa conhecer grandes obras da literatura", disse o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho (PT).
Setenta editoras estão confirmadas no evento. Entre os autores que participarão da feira estão Ziraldo, Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Ricardo Azevedo. O ministro da Educação, Fernando Haddad, também estará presente no Pavilhão Vera Cruz, contando histórias para as crianças.
A feira é uma parceria com a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. O investimento no evento foi de R$ 6 milhões.

FESTIVAL DE QUADRINHOS EM BH

Daniel Esteves, membro do 4Mundo, dono da Escola HQemFoco e editor de Quadrinhos, foi entrevistado pelo Site do FIQ, confira:
http://fiqbh.com.br/?p=641
"Entenda o que é o Quarto Mundo. Saiba como um simples leitor de quadrinhos se tornou roteirista. E aprenda a 1° dica que um aspirante a fazer roteiros, que não desenha o próprio material, deve saber, segundo Daniel Esteves: “sequestrar um desenhista bom e colocá-lo em seu porão”.

Para quem não sabe, Daniel Esteves é roteirista e professor de História em Quadrinhos (HQEMFOCO). Participou de publicações de quadrinhos nacionais, tais como: FRONT, Quadreca, Garagem Hermética, Quadrinhópole, Subterrâneo, Subversos, Café Espacial, Subterrâneo, Prática de Escrita: HQs, Jam, entre outras. Escreve e edita a revista “Nanquim Descartável”, vencedora do HQMIX 2009 e 2010 de melhor publicação independente de autor. Membro do coletivo de quadrinistas independentes Quarto Mundo, contemplados com o HQMIX 2008 de grande contribuição do ano, do Jayme Cortez 2009 e do Troféu Bigorna 2009. Ganhador do troféu HQMIX 2007 de roteirista revelação e do troféu Angelo Agostini 2009 de melhor roteirista Nacional."