26 de mai de 2011

3º CONCURSO PARA BOLSAS DE ESTUDOS da QUANTA em parceria com a REVISTA ZUPI


A QUANTA ACADEMIA DE ARTES, em parceria com REVISTA ZUPI, oferece Bolsas de Estudos Integrais para os CURSOS AVANÇADOS de: Histórias em Quadrinhos, Ilustração, Técnicas de Pintura e Ilustração Digital.

Visite o site da QUANTA para obeter mais informações

4° Banquete Literário

O SESC Amapá realiza no dia 17 de junho o 4° Banquete Literário no SESC Centro, às 20h. O evento contará com o lançamento do livro – O roteiro nas histórias em quadrinhos – do professor Ivan Carlo Andrade de Oliveira.

19 de mai de 2011

Últimos dias para inscrição do 3° Salão Medplan de Humor corra!

O prazo termina no dia 22 de Maio! Regulamento e inscrições no site: http://www.medplan.com.br/novo/hotsites/salao_de_humor_2011/regulamento.php

20 anos da gibiteca HENFIL


(visto no site da Gibiteca Henfil)
No dia 19 de maio de 2011, a Gibiteca Henfil completa 20 anos. Para comemorar a data, foram preparados uma série de eventos e ações. Confira:
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(A Gibiteca fica no Centro Cultural São Paulo - Rua Vergueiro, 1000 ao lado da estação de metrô Vergueiro)
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Palestra com Ivan Cosenza | Exposição Henfil | Mostra de desenhos




Palestras
dia 19/5 - quinta
20 anos da Gibiteca Henfil

20h Palestra com Ivan Cosenza
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Em comemoração aos 20 anos da Gibiteca Henfil, a exposição com galeria de personagens do artista, charges e imagens de uma homenagem feita logo após sua morte será inaugurada com uma palestra proferida por seu filho Ivan, que, herdeiro de suas obras, tem fomentado e divulgado o trabalho do pai. (40min)
Entrada franca (sem necessidade de retirada de ingressos) - Praça das Bibliotecas (70lugares)
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Exposiçãoabertura: dia 19/5 - quinta, às 20h
de 19/5 a 17/7
Henfil nos 20 anos da Gibiteca
A exposição Henfil nos 20 anos da Gibiteca é uma homenagem ao cartunista Henfil, patrono da Gibiteca, resgatando imagens da exposição Henfil baixou aqui, apresentada no Salão Internacional de Humor de Piracicaba, logo após sua morte, e da exposição Henfil - vida e obra, em que são contemplados personagens criados pelo artista, além de charges políticas e esportivas.
Terça a sexta, das 10h às 20h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h
Entrada franca - Praça das Bibliotecas

Gibiteca Henfil - 20 anos - Mostra Seu desenho, seu olhar
Como parte das comemorações do aniversário da Gibiteca Henfil, o CCSP promove a mostra Seu desenho, seu olhar, uma homenagem à Gibiteca realizada pelos próprios usuários. A mostra terá a versão virtual no site do CCSP e a versão presencial na Gibiteca Henfil. Serão aceitos desenhos em papel tamanho A4 (valem caricaturas, tirinhas, quadrinhos, cartuns - qualquer tipo de desenho!), que devem ser entregues no balcão da Gibiteca.

17 de mai de 2011

CENTRO CULTURAL ELOYR PACHECO


SESC Londrina apresenta Autores & Ideias com José Roberto Torero e Paulo Caruso
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Dia 18 de maio, o SESC Paraná realizará mais uma edição do Autores & Ideias e um dos debates será realizado no SESC Londrina. O tema da edição é Humor e Literatura e contará com o escritor, cineasta, jornalista e roteirista José Roberto Torero e com o cartunista Paulo Caruso. A mesa redonda, que será mediada por Eloyr Pacheco, acontecerá às 19h30 no Teatro do SESC Londrina e tem o apoio da Revistaria Odisseia. O evento tem entrada franca e a distribuição de convites será feita a partir das 18h30.

No dia 19 de maio, quinta-feira, das 14 às 17h, será realizada uma oficina de cartum com o ilustrador e chargista Sergio Vasconcellos, da AQL – Associação dos Quadrinhistas de Londrina. A participação também é gratuita, mas as inscrições devem ser feitas antecipadamente pelos telefones (43) 3378-7831/337878-30 ou pelo e-mail yukatoyama@sescpr.com.br. O SESC Londrina está localizado na Rua Fernando de Noronha, 264 - Centro.


Inauguração da Quadrinhoteca Alvaro de Moya

Na última sexta-feira, dia 13 de maio, foi inaugurada a Quadrinhoteca Alvaro de Moya, no Centro Cultural Eloyr Pacheco. A solenidade de abertura foi concorrida e deu-se num clima bastante alegre. No sábado, cerca de 60 pessoas estiveram presentes na Garagem Hermética, espaço multiuso do CCEP, para ouvir o professor falar sobre os 60 anos da Exposição realizada em 1951, registrada no livro 50 Anos dos Anos 50. Depois da palestra, Moya concedeu muitos autógrafos. A Quadrinhoteca Alvaro de Moya, coordenada pela AQL - Associação dos Quadrinhistas de Londrina e pela Linha Clara Escola de Artes, funcionará de segunda a sábado, das 14 às 17h. O Centro Cultural Eloyr Pacheco está localizado na Av. Jorge Casoni, 2242 - Centro - Londrina - PR. Mais informações pelo telefone (43) 3027-4250.

ALAIN VOSS, O ETERNO MUTANTE GENIAL, NOS DEIXOU...



(Bira Dantas)
Caramba, estou sem palavras.
Recebi a noticia pelo Ricardo Antunes, informado pelo Jal.
Sempre que via suas ilustras no Le Monde Diplomatique Brasil, pensava: "Puxa, esse Monstro das Artes voltou a Terra Brasilis!"
Arte final impecavel, seculos antes de inventarem o computador, suas hachuras eram de fazer inveja a qualquer ilustrador.
Suas capas dos Mutantes, aulas de composicao grafica.
Seus Quadrinhos, obras-primas, a altura dos maiores de todos os tempos.
Infelizmente nao o conheci, uma pena.
Hoje estou muito triste.

Jal:
"Soube hoje que às 18h00 o desenhista naturalizado brasileiro, Alan Voss,
faleceu em um hospital público de Portugal. Ele havia voltado há dois anos
para o Brasil após sua recuperação do AVC de alguns anos atrás e sua
separação da esposa. Mas seu estado de saúde não era bom e sua enteada veio
buscá-lo para ficar em Portugal. Ele não resistiu à crise que tomou seu ser
nos últimos anos.
Voss e Sergio Macedo foram os pioneiros do Brasil em publicar na europa na
revista de maior projeção internacional dos anos 70 - Metal Hurlant. Na
mesma época Jo Oliveira, também publicava na Itália seus quadrinhos ao
estilo das xilo do cordel. Voss chegou a ganhar em 1982 o prêmio de melhor
álbum de hq da Europa.
Abaixo uma entrevista que realizaei anos atrás (creio que em 2004) quando
ele planejava voltar ao Brasil."
JAL

Alan Voss de volta aos Quadrinhos
http://www.hqmix.com.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=16
O cara é fera mundial das HQs, Está ao nível de um Moebius, seu amigo, e
ficou fora dos quadrinhos durante um período em que esteve em Portugal, Vive
de ilustrações para a área publicitária, Certa vez pediram pra ele criar
monstrinhos para serem transformados em bonequinhos que viriam dentro da
lata de cereais matinais, Voss não teve dúvida, chamou o filho com seus
então dez anos de idade para criá-los, Deu uma mexida e o resultado foi um
sucesso, Voss é assim, gosta de curtir um trabalho como se estivesse
produzindo um violino Stradivarius e se não curte consegue ao menos se
divertir, Sempre lembrado pelos desenhistas como um incentivador de novos
valores foi responsável pela descoberta de alguns deles como o Líbero
Malavoglia, por exemplo, Morou no Brasil durante muitos anos e foi um dos
primeiros, junto com Sérgio Macedo a se internacionalizar pelo caminho
europeu, Nascido na França, Voss é brasileiro mais que francês e está na
dúvida se volta a morar por aqui ou em Orleans na França, Mas o que prova o
amor pelo que faz é que há poucos dias teve um acidente vascular e acordou
com o lado direito do corpo paralisado, Ainda em recuperação continuou a
desenhar seu álbum, graças à tecnologia da computação e que vocês podem
degustar com exclusividade em nosso site, Voss e sua maravilhosa família
sabem viver,

*1- Alan Voss, você é um dos fundadores dos Humanóides Associados,
responsável pela histórica revista Metal Hurlant, Como está agora esse
mercado para uma revista como aquela? A ficção científica já não é mais a
mesma nos quadrinhos?*

*R:* Eu não sou um dos fundadores da Metal Hurlant, mas fiz parte da
primeira equipe, A ficção científica, na minha opinião, está seguindo a
mesma evolução que o cinema, muitos efeitos especiais e pouco conteúdo,
Alguns desenhistas com traço fabuloso e cores maravilhosas mas que com tanto
virtuosismo tecnico-tecnoló gico acabam por perder um bocado de
espontaneidade, mas acho que impressiona, As vezes sinto falta de
referencias mais reais nessas BDs, No fim, acho que criar BD de ficção
científica é fácil demais, posso dizer isso pois já pratiquei esse gênero, A
Metal Hurlant, hoje, não me agrada muito, muito dirigida para o público
americano, e prá ser sincero, não curto muito super herois, deve ser a
idade, Acho que já é hora da BD trazer algo mais profundo, algum tipo de
consciência mesmo "light", Isso não impede quadros com muita ação,

*2- E agora, como estão os artistas que participaram dessa fase? Você tem
contato com todos?
*R:* Só converso de vez em quando com o Jean Giraud, o Moebius, Os
outros,não sei onde estão, alguns foram para a ilustração, outros pararam...
(LEIA TODA A ENTREVISTA NO LINK ACIMA)

ALAIN VOSS NO DEVIANT
http://alain-voss.deviantart.com

NO UNIVERSO HQ
http://www.universohq.com/quadrinhos/2011/n16052011_07.cfm

NO G1
http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/05/morre-em-portugal-o-desenhista-brasileiro-alain-voss.html

NA REVISTA UNICA
http://www.who.pt/newsletter/n44/newsletter44.html

NA LAMBIEK
http://www.lambiek.net/artists/v/voss_alain.htm
Alain Voss, or Al Voss, was born in Brazil, but lives in France. Since the mid-1970s he was present in Métal Hurlant with comics like 'Heilman', 'Tobiaze' and a series of parodies called 'Parodies de Al Voss'. These persiflages on famous comic heroes like 'Popeye', 'Asterix', 'The Smurfs', 'Blueberry' and 'Superman' were collected in albums by Les Humanoïdes Associés. Voss was also sporadically present in Charlie Mensuel and Mormoil.

1º Encontro Quadrinhos na Cia

15 de mai de 2011

EXPO NA SUB-PREFEITURA DE PIRITUBA (SP)






CARTUNS ILUSTRAM DIA DAS MAES NA SUB-PREFEITURA
A AQC foi convidada a participar com humor neste evento.
E aceitamos!
Fotos enviadas por Worney Almeida de Souza.

QUARTO MUTANTE FAZ PROPOSTA PARA A AQC
"Prezado Worney:
Bom dia!
Sou Cláudio César Dias Baptista - CCDB, fundador do conjunto musical "Os Mutantes" e hoje escritor.
Em meu site, www.ccdb.gea.nom.br, publiquei os livros de minha autoria, dos quais o mais importante se chama "Géa". Esses livros podem ser lidos apenas em CCDB Livros, seção do mesmo site e não foram publicados em papel impresso - acham-se somente em CCDB Livros.
Procuro a AQC para saber, caso a Associação possa intermediar, se haveria algum ou alguns quadrinistas que se poderiam interessar em compor histórias com base no conteúdo do livro "Géa", ou mesmo em publicar a obra completa, na forma de quadrinhos. O mesmo gostaria de saber, para os outros livros de minha autoria.
Tenho em meu site uma página específica de convite a quadrinistas, para o fim supracitado: http://www.ccdb.gea.nom.br/gea_em_quadrinhos.htm
Por gentileza, se a Associação não puder intermediar o contato, gostaria de obter os endereços dos quadrinistas para fazer a cada um e a todos a oferta.
Estarei ao seu dispor e no dos outros quadrinistas para quaisquer outras informações. Eu ficaria muito feliz se visitassem o site www.ccdb.gea.nom.br para conhecer a obra. Caso se interssem em lê-la, ofereço código de autenticação gratuito - não será preciso comprar tempo de leitura.
Contatos pelo e-mail:
ccdb@ccdb.gea.nom.br
Atenciosamente,
Cláudio"

9 de mai de 2011

CAUSOS DA AQC


(Bira Dantas)
Jayme Cortez, o grande mestre dos Quadrinhos de Terror (ilustrador fantástico e capista cinematográfico de mão cheia) votou na AQC. Este português autor de livros como "A Técnica do desenho", "Manual prático do Ilustrador" e "Ilustração", revolucionou o mercado de HQ no Brasil quando ao chegar em Terras Tupiniquins, descobriu que a maioria dos desenhistas copiava os Comics americanos. Colocou todo mundo a desenhar modelos vivos ou baseados em fotos. Talentos floresceram como Flávio Colin, Getúlio Delphin, Shimamoto, Nico Rosso, Izomar e tantos outros.
Fez sucesso danado desenhando revistas da editora La Selva.
Lançou o personagem Zodíako. Eu o conheci em 1977, quando visitei o estúdio do Maurício de Souza com um envelope cheio de desenhos de super-heróis. O Maurício gostou, mas disse que o Cortez poderia falar melhor de músculos e lutas. Me apresentou seu diretor de arte, que depois de bater um papo de meia hora e me falar de Hal Foster, Alex Raymond, Burne Hogarth e Neal Adams, me presenteou com "O Zodíako" (Yara Maura, mana do Mauricio, achou que era pesado pra mim -rs) e "A Técnica do Desenho". Esse foi o estopim de um aprendizado que reverbera nos dias de hoje, o que me levou a caricaturar todos os desenhistas do livro: Orlando Pizzi, Jorge Scudelari, José Lanzelotti (que vi de relance, um dia de 1979, no estúdio do Ely Barbosa), Gutenberg, Sérgio Lima (tive a honra de conhecer este espetacular desenhista de Humor, Terror e Romance, que desenhou a Maga Patalógica na Abril e os Trapalhões pro Ely), Lyrio Aragão, Manoel Ferreira,Messias de Melo, Luiz Saydenberg, entre outros.
Postei no site Bigorna esta homenagem ao saudoso mestre, que me apresentou a tantos outros.
http://www.bigorna.net/index.php?secao=birazine&id=1237823783

Cortez tinha um senso de humor danado de bom. Eu o conheci pela segunda vez na AQC, em Sampa. Claro que ele nao se recordava de mim, 10 anos depois...
Naqueles tempos eu praticava capoeira com os mestres Eufraudisio e Mauricio, do Grupo Corrente Libertadora no Sindicato dos Quimicos de Sao Paulo.
E adotei o cumprimento de mãos, com voltas, reviravoltas, tapas e estraladas de dedos, com todos meus amigos. Cortez inclusive.
Uma bela noite, fomos ao lancamento de "A Arte de Jayme Cortez" (Press Editorial), editado pelo Franco de Rosa e Gualberto. Ao chegar na festa, antes de me cumprimentar, Cortez chamou dona Edna e me disse:
"Veja o que ensinei a ela!"
E fez o tal do cumprimento.
Eu o visitei certa vez, com Worney, Gual e Franco, para pegar a arte de um cartaz que ele havia feito para AQC (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas SP).
Sua casa era um atelier completo e dona Edna, a parceira perfeita...
Tomamos inclusive um bom vinho do Porto.
Outra coisa que me comoveu foi encontra-lo na Eleição da AQC. Haviamos lançado uma chapa de Oposição e a Situação acabou não lançando Chapa. Corriam boatos que a gente ia acabar com a AQC, etc.
Cortez apareceu la e disse que fazia questão de votar numa Chapa que tivesse o nome do Gualberto e do Worney.
Quando morreu em 1987, foi uma grande comoção na AQC.
Depois de doarmos sangue no hospital, saímos todos pra tomar umas biritas (eu, Gual, Jal, Floreal, P.Batista, Marcatti, Worney, Guida, Spacca, Rocco e mais um monte de gente que não lembro) no bar em honra ao nosso grande amigo.
Cortez não se tornou apenas um grande nome do Quadrinho brasileiro.
Lutou para colocar muitos outros com ele em cima do pódio.
Grande honra ver minha cara, ao lado de Cortez, em meio a amigos ilustres.
Valeu, Cortez!

Texto publicado no Blog
http://jaymecortez.blogspot.com/2011/04/novo-bira-dantas-inaugura-homenagens-ao.html

WIKIPEDIA
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jaime_Cortez

EN ESPANOL
Publicado no fotolog
http://www.fotolog.com.br/art3_xpresion/80383142
El gran maestro del cómic de terror, ilustrador y artista excepcional. Este autor portugués de libros como "La Técnica de Dibujo", "Manual práctico de Illustrator" y la "Ilustración",revolucionó el mercado del cómic en Brasil en que la mayoría de diseñadores copiaban los Comics americanos. Puso a todo el mundo para dibujar modelos en vivo o en base a fotos. Talento floreció como Flavio Colin, Delphin Getúlio, Shimamoto, Nico Rosso Izom y muchos otros.
Fue un éxito de editor de la revista La Selva.
Lo conocí en 1977 cuando visitó el estudio de Mauricio de Souza con un sobre lleno de dibujos de superhéroes. Mauricio le gustó, pero dijo que Cortés podría hablar mejor de los músculos y peleas. Me presentó a su director de arte, que después de una charla de media hora hablando de mí y Hal Foster, Alex Raymond, Burne Hogarth, y Neal Adams, me presentó con "Zodiaco" y "Dibujo Técnico".
Cortés tenía un sentido del humor muy bueno. Me encontré con él por segunda vez en AQC, en Sao Paulo.
En aquella época yo practicaba capoeira y adopté el cumplimiento de las manos, con giros, vueltas, las tapas y los dedos agrietados, con todos mis amigos. incluido Cortés.
Una noche fuimos a lanzamiento de "El arte de Jayme Cortez" (Press Publishing), editado por Franco de Rosa y Gualberto. Al llegar a la fiesta, antes de saludar a mi, llamó su mujer y me dijo:
"Mira lo que le enseñó!"
Y su mujer ha hecho tal cumplimiento.
Tenia en su casa un estudio completo ...
Incluso, un vino de buen puerto.

HISTORIETA EN BRASIL
http://es.wikipedia.org/wiki/Historieta_en_el_Brasil
A Gazeta Juvenil, dirigida por Messias de Melo, albergando a numerosos dibujantes locales (Jayme Cortez Martins, Zaé Jr.

LAMBIEK (IN ENGLISH)
http://lambiek.net/artists/c/cortez_jayme.htm
Portuguese comic artist Jayme Cortez began his career in the magazine O Mosquito as an apprentice of Eduardo Teixeira Coelho. For this magazine, he created various comics, like the series 'Os 2 Amigos'. In 1947, he emigrated to Brazil, where he created the comics 'Caça aos Tubarões' and 'O Guarany' for the journal Diário da Noite. In 1948, he worked with Messias de Melo for Gazeta Juvenil and Gazeta Esportiva. Later, he began working for the McCann Ericson advertising company. Jayme Cortez has won several prizes for his illustrations, and his work has been exhibited in Brazil's most important museum, the Masp in São Paulo.

DOWLOAD LIVRO DE CORTEZ
http://hqpoint.blogspot.com/2010_01_24_archive.html



Caricaturas dos Mestres do Quadrinho no Brasil, apresentados no livro de Cortez.
http://caricasdobira.blogspot.com/2009_02_01_archive.html

GALERIA
http://www.nostalgiadoterror.com/hqnostalgia/slides/jayme_cortez.html

5 de mai de 2011

Publicado o edital para o ProAC 2011


(visto no site da Secretaria de ESTADO da CULTURA - SP)

"A SECRETARIA DE ESTADO DA CULTURA torna público o CONCURSO que fará realizar visando à seleção de projetos de CRIAÇÃO E PUBLICAÇÃO DE HISTÓRIA EM QUADRINHOS para apoio cultural, com observância na Lei Federal nº 8.666 de 21 de junho de 1993, Lei Federal nº 9.610, de 19 de fevereiro de 1998 (Lei de Direitos Autorais), no que couber, na Lei Estadual nº 6.544, de 22 de novembro de 1989, e alterações posteriores, Lei Estadual nº 12.268, de 20 de fevereiro de 2006, bem como toda a legislação complementar relacionada ao ProAC, e em conformidade com as condições e exigências" estabelecidas neste Edital e seus anexos".
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Acesse aqui para baixar o edital

4 de mai de 2011

CARICATURA ATRAVES DOS TEMPOS










(Bira Dantas)
Podemos ver detalhes caricaturais em muitos momentos da humanidade:

22.000 ATRAS
A Venus de Willendorf (estatueta com 11,1 cm) foi descoberta em 1908 num sítio arqueológico na Áustria.
Trazia detalhes caricaturais exagerados que representavam a fertilidade, muito importante em tempos em que sobreviver era uma tarefa complicada.

EGITO, 3.200 a.C.
Hathor, deusa das mulheres, cujo desenho curiosamente traz orelhas exageradas.

ROMA, 286 a.C.
Desenhista desconhecido retratou em caricaturas. gladiadores lutando com leoes.

ROMA 140 a.C.
Desenho riscado num muro mostrava o perfil do morador com um enorme nariz.

FIRENZE, 1480
Apesar de ter encarado a Caricatura como mais um degrau para atingir o ideal do Homem Universal, não se pode negar que a Caricatura proporcionou à obra de Leonardo da Vinci um dos poucos momentos de contato com o psiquismo humano.

ROMA, 1723
Caricatura de Vivaldi feita por P.L.Ghezzi.

REINO UNIDO, 1788

Thomas Rowlandson ficou famoso por seus cartuns eroticos.

REINO UNIDO, 1792

James Gillray foi um caricaturista britânico famoso pelas suas sátiras políticas e sociais feitas em gravuras, publicadas principalmente entre 1792 e 1810.

PARIS, 1831
Honoré Daumier foi caricaturista, chargista, pintor e ilustrador francês, conhecido em seu tempo como o "Michelangelo da caricatura". Atualmente ele também é considerado um dos mestres da litografia e um dos pioneiros do naturalismo. Sua caricatura Gargântua, que ridicularizava o rei Luís Filipe, custou-lhe seis meses de prisão em 1831. Privado da liberdade, o ilustrador matava o tempo retratando os presos. Já em liberdade, assinou um contrato com a revista La Caricature e mais tarde com a célebre Le Charivari.
São conhecidas mais de 4 000 litografias de Daumier. De fato, ele foi um dos litógrafos mais especializados. Nelas reproduziu uma visão crítica, às vezes irônica, às vezes direta e certeira, dos acontecimentos de sua época.

PARIS, 1855
Monet tinha um grande senso de humor, mas não ia muito bem na escola. Não prestava atenção as aulas e passava a maior parte do tempo desenhando caricaturas. Claude tornou-se um ótimo caricaturista. Já adolescente era pago por algumas pessoas que também tinham senso de humor para que fizesse caricatura delas, como Léon Marchon, advogado.

SEC. XIX
Toulousse-Lautrec

Testemunha da vida noturna de Montmartre, Henri não apenas fez pinturas, como também cartazes promocionais dos cabarés e teatros, fazendo-se presente na revolução da publicidade do século XIX, onde a arte deixa de ser patrocinada e financiada apenas pela Igreja e os nobres, para ser comprada e utilizada pelo comércio crescente gerado pela revolução industrial. O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta de divulgação de locais de lazer parisienses. Trilhando o caminho de Jules Chéret, assim como Alfons Mucha, Toulouse-Lautrec revolucionou o design gráfico dos cartazes, definindo o estilo que seria conhecido como Art Nouveau.

ANGELO AGOSTINI

http://pt.wikipedia.org/wiki/Angelo_Agostini
(Vercelli, 1843 — Rio de Janeiro, 28 de janeiro de 1910) foi um desenhista italiano que firmou carreira no Brasil. Um dos primeiros cartunistas brasileiros, foi o mais importante artista gráfico do Segundo Reinado.
Em 1864 deu início à carreira de cartunista, quando fundou o Diabo Coxo, o primeiro jornal ilustrado publicado em São Paulo, e que contava com textos do poeta abolicionista Luís Gama. Este periódico, apesar de ter obtido repercussão, teve duração efêmera, sendo fechado em 1865. O artista lançou, no ano seguinte (1866) o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, devido aos constantes ataques de Agostino ao clero e às elites escravocratas paulistas. Este periódico veio a falir em 1867.
O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, onde prosseguiu desenvolvendo intensa atividade em favor da abolição da escravatura, pelo que realizava diversas representações satíricas de D. Pedro II. Aqui colaborou, tanto com desenhos quanto com textos, com as publicações O Mosquito e Vida Fluminense. Nesta última, publicou, a 30 de Janeiro de 1869, Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerada a primeira história em quadrinhos brasileira e uma das mais antigas do mundo.
Fundou, em 1 de janeiro de 1876, a Revista Illustrada, um marco editorial no país à época. Nela criou o personagem Zé Caipora (1883), que foi retomado em O Malho e, posteriormente, na Don Quixote. Este foi republicado, em fascículos, em 1886, o que, para alguns autores, foi a primeira revista de quadrinhos com um personagem fixo a ser lançada no Brasil.

BORDALO PINHEIRO

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rafael_Bordalo_Pinheiro
(Lisboa, 21 de Março de 1846 — 23 de Janeiro de 1905) foi um artista português, de obra vasta dispersa por largas dezenas de livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal, desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso, imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a tornar num símbolo do povo português. Entre seus irmãos estava o pintor Columbano Bordalo Pinheiro.
O Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa, reúne a sua obra.

WINSOR McCAY

(26 de setembro de 1867(?) – 26 de julho de 1934) foi um cartunista e animador estadunidense.
Artista prolífico, McCay foi pioneiro na técnica de desenhos animados, criando um padrão que seria seguido por Walt Disney e outros em décadas seguintes. Suas duas criações mais conhecidas foram a tira semanal Little Nemo in Slumberland, publicada de 1905 a 1914 e de 1924 a 1927, e a animação Gertie the Dinosaur, criada em 1914.
Seu trabalho nas tiras de jornal influenciou gerações de artistas, incluindo nomes como Moebius, Chris Ware, William Joyce e Maurice Sendak.

CARICATURA NO INICIO DO SECULO XX

Al Hirschfeld (1903-2003) foi um famoso ilustrador do jornal The New York Times, cujos desenhos inspiraram a animação do segmento ao som de Rhapsody in Blue, de George Gershwin, no filme de animação Fantasia 2000.
Sua linha elegante e estilosa, criava caricaturas simples, objetivas e geniais.
http://www.alhirschfeld.com

CARICATURA MODERNA






David Levine iniciou sua carreira por volta de 1940, como grande critico caricaturista norte-americano, faleceu em 2009.
Certamente ele marcou gerações com suas caricaturas estilosas: distorção na medida, sem exageros melodramáticos, bico-de-pena elegante, luz e sombra marcantes.
“David Levine, talvez o maior caricaturista desde os tempos de Daumier, não poderá registrar a era Barack Obama, que começa agora. Sua visão foi afetada por uma degeneração macular e tornou hesitante o traço preciso com o qual, há quase cinquenta anos, demole biografias e ilumina, satiriza e alfineta todos os presidentes americanos do século XX. Um drama agudo feriu a celebrada revista literária The New York Review of Books ao longo de todo o ano de 2006.
Nada a ver com o -conteúdo de algum de seus artigos sobre política ou cultura. Nem com as discussões tipicamente biliosas de sua seção de cartas. Ou com os anúncios pessoais altamente instigantes da última página. O drama se desenrolou em torno das magistrais ilustrações do caricaturista David Levine, que há 45 anos se confundiam com a identidade da revista.”
http://www.davidlevineart.com

REVISTA CARETA

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Revista_Careta.jpg
Foi uma revista humorística brasileira que circulou de 1908 a 1960. Periódico de excelente padrão gráfico e editorial, foi fundado por Jorge Schmidt e teve entre seus colaboradores alguns dos melhores chargistas do país, como Raul e J. Carlos (diretor e ilustrador exclusivo da revista até 1921).
Baixe aqui:
http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/careta/careta_anos.htm

PASQUIM

O Pasquim foi um semanário brasileiro editado entre 26 de junho de 1969 e 11 de novembro de 1991, reconhecido por seu papel de oposição ao regime militar.
De uma tiragem inicial de 20 mil exemplares, que a princípio parecia exagerada, o semanário (que sempre se definia como um hebdomadário) atingiu a marca de mais de 200 mil em seu auge, em meados dos anos 1970, se tornando um dos maiores fenômenos do mercado editorial brasileiro.
A princípio uma publicação comportamental (falava sobre sexo, drogas, feminismo e divórcio, entre outros) O Pasquim foi se tornando mais politizado à medida que aumentava a repressão da ditadura, principalmente após a promulgação do repressivo ato AI-5. O Pasquim passou então a ser porta-voz da indignação social brasileira.

CRIATIVIDADE



Os franceses Mulatier, Morchoisne, Rampal e Ricord formaram um grupo coeso que fazia caricaturas a partir de animais, legumes ou frutas. Fizeram enorme sucesso nos anos 70 e 80, publicaram muitos livros pela editora Graphic Grins. O seu grau de detalhismo com lapis de cor aquarelavel era impressionante.
http://www.ricord.fr/class6_en.swf
http://www.ricord.fr

OS FRANCESES FIZERAM ESCOLA NO RESTO DO MUNDO


Nascido em 1958 no Congo, o africano Jan Op De Beeck mudou-se para a Belgica e iniciou uma promissora carreira, passando a ser referencia em caricatura no pais da melhor cerveja do mundo. Ele se diverte fazendo caricas dos colegas de profissao.
http://www.opdebeeck.com

PROFISSIONALISMO

Sebastian Kruger desponta na Alemanha no fim dos anos 80, fortemente influenciado pela Escola de Artes que lhe capacitou a pintar em qualquer estilo, do cubista ao hiper-realista. Tornou-se um dos caricaturistas mais bem sucedidos do mundo, conseguindo valores de 5 a 10 mil dolares em suas telas pintadas com tinta acrilica e que fazem parte de acervos de nomes como Shwarzenegger, Mick Jagger, Stallone, entre outros.
Um de seus maiores projetos foi uma turne com os Rolling Stones pela Europa, enquanto faziam shows ele fez inumeros apontamentos que resultaram em um livro monumental.
http://www.sebastiankruger.org

BUNDAS

http://tateandoamarras.blogspot.com/2009/07/ziraldo-e-revista-bundas.html
Há dez anos (junho de 1999) Ziraldo lançou, pela Editora Pererê, a revista Bundas. Que saiu de circulação no ano seguinte (não por censura, mas por problemas financeiros). Colaboravam com a revista, gente do quilate de Millôr e Jaguar. E assim lançaram Bundas: “a revista que é a cara do Brasil”; “quem mostra a bunda em Caras, não mostra a cara em Bundas”. A revista não era exatamente e estritamente uma anti- Caras (a revista de “celebridades globais”), era muito mais que isso, de quebra era uma espécie de oposição a Caras. Até porque, dizia Ziraldo, ele não descartava a possibilidade de que um dia pudessem ser unidas Caras e Bundas (creio que com Bundas pondo vergonha na Caras).

PRA NAO DIZER QUE NAO FALEI DE LAERTE, ANGELI, ZIRALDO, FORTUNA, GLAUCO, SPACCA, CAU GOMES, RAY COSTA, MATTIAS, AMORIM, HENFIL, MARIANO, IQUE, MAURICIO RICARDO, CLAUDIO, PAULO BRANCO, JR LOPES, FERNANDES, MANO HEAD, LEZIO JR, BERTONI, DALCIO, ROSSI, CARCAMO, BAPTISTAO, JAL, PAULO E CHICO CARUSO...
E tantos outros que deixei de falar aqui, mas que aprecio suas formas de distorcer, arte-finalizar, colorir...

































Leiam os artigos de amigos como Ze Grauna e o site do Salao de Humor de Piracicaba, onde pode se encontrar as caricaturas premiadas ano a ano.
http://blogs.ocorreiodopovo.com.br/caricato/curiosidades-sobre-caricaturas-–-5/
http://www.artefatocultural.com.br/portal/index.php?secao=colunistas_completa&id_noticia=441&colunista=Z%E9%20Roberto%20Gra%FAna&subsecao=114
http://salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br/humor/

A CARICATURA NO PORTAL EMDIV
http://www.emdiv.com.br/arte/enciclopediadaarte/685-caricatura-historia-e-caracteristicas.html
"Chama-se caricatura todo desenho que acentua detalhes ridículos. O desenho caricatural constitui um gênero de cunho satírico, mas não obrigatoriamente cômico. A caricatura é a reprodução gráfica de uma pessoa, animal ou coisa, de uma cena ou episódio, exagerando-se certos aspectos com intenção satírica, burlesca ou crítica. O vocábulo (do italiano caricatura, de caricare, "carregar", "acentuar") foi utilizado pela primeira vez em 1646, para designar uma série de desenhos satíricos de Agostino Carracci que focalizava tipos populares de Bolonha. O termo, porém, já fazia parte do jargão artístico.

A princípio considerada mero divertimento, a caricatura tornou-se importante atividade artística. Entre seus cultores incluem-se diversos nomes significativos na história das artes visuais. A propensão para o caricatural ocorre em todos os artistas de tendência expressionista - não fora o expressionismo, mais do que um simples estilo, uma forma original de conceber o mundo e a existência. De certo modo, cultivaram a caricatura, ou sofreram sua influência, grandes artistas de todos os tempos, como Bosch e Quentin Metsys, Leonardo da Vinci e Arcimboldo, Jacques Callot e Goya, Ensor e George Grosz. Os "Caprichos" de Goya, por exemplo, têm linguagem afim à da caricatura, cuja intenção mais profunda não é ridicularizar nem provocar o riso fácil, e sim, como escreveu Claude Henri Watelet em 1792, "fixar os caracteres e as expressões".

Outra característica da caricatura é transcender o individual, para particularizar o coletivo de uma época ou de um povo: a figura de John Bull, por exemplo, criada por Sir John Tenniel e John Leech, mais que um desenho caricato, é um símbolo do povo britânico, de suas mais íntimas convicções. Como bem observou o brasileiro Herman Lima, o personagem ideal John Bull terminou "representado em pessoa por Winston Churchill, mostrando assim o poder verdadeiramente divinatório dos caricaturistas que primeiro o idealizaram". Do mesmo modo, Tio Sam, de Thomas Nast (em boa parte inspirado em Abraham Lincoln), ultrapassa a condição de caricatura, que teve inicialmente, para caracterizar o americano, externa e intimamente considerado.

Transcende também a caricatura o domínio do puramente visual. Já em 1857, Baudelaire escrevia ter ela direito às atenções de historiadores, arqueólogos e filósofos. Pode ser-lhe aplicado o que Baudelaire afirmou da obra de Honoré Daumier: "Por ela, o povo podia falar ao povo." Não admira que, nos regimes autoritários, toda vez que a manifestação do pensamento se vê cerceada ou suprimida, caiba papel de destaque aos caricaturistas.

O cartoon, gênero criado pelos ingleses, caracteriza-se basicamente por seu aspecto anedótico. Compõe-se geralmente de um desenho e pode vir acompanhado ou não de palavras. Do cartoon em seqüência surgiu a história em quadrinhos. Já o desenho de humor explora os aspectos não-anedóticos dos fatos e tem no acontecimento contemporâneo sua matéria-prima, focalizando-o em geral de modo ameno, embora às vezes assuma o caráter de humor negro.

A caricatura já era conhecida dos egípcios (o museu de Turim guarda um papiro que retrata o faraó Ramsés II com orelhas de burro), gregos (pinturas em vasos) e romanos (afrescos de Pompéia e Herculano). Dela se utilizaram arquitetos e escultores românicos e góticos nas fachadas e capitéis das catedrais, e com ela miniaturistas preencheram as margens de centenas de manuscritos, mesmo de alguns acentuadamente religiosos. Como arte independente, porém, a caricatura é fruto da Renascença, devendo-se a Annibale Carracci o primeiro exemplar do gênero, hoje no museu de Estocolmo: um desenho que representa um casal de cantores italianos, feito em 1600.

A época dos que se dedicaram à caricatura como uma arte autônoma teve início com Pier Leone Ghezzi (1674-1755). Até então, essa atividade era praticada quase exclusivamente por pintores em momentos de descanso de seus trabalhos "sérios". A partir do século XVIII, a caricatura floresceu, primeiro com Romeyn de Hooghe, nos Países Baixos, e logo depois com William Hogarth, pai da caricatura britânica e da caricatura social, entre cujos continuadores podem ser mencionados Thomas Rowlandson e George Cruikshank. Em oposição à caricatura pessoal, surge, com George Townshend (1724-1807), em fins do século XVIII, a caricatura política, que iria ter seu mais notável representante em James Gillray (1757-1815).

A invenção da litografia pelo alemão Aloys Senefelder, nos últimos anos do século XVIII, contribuiu bastante para a divulgação da caricatura. Até então, o caricaturista utilizava apenas matrizes de metal, gravando o desenho em folhas soltas, com poucas possibilidades de divulgação de seus trabalhos - os quais nunca ultrapassavam os círculos socialmente mais elevados da população. A litografia, possibilitando grandes tiragens e preços menores, facilitou a disseminação da caricatura.

Logo em seguida, e ainda como conseqüência direta da litografia, surgiram os periódicos especialmente dedicados à caricatura, entre os quais o semanário La Caricature (1830) e o diário Le Charivari, franceses, ambos fundados por Charles Philipon. À ação estimulante de Philipon deve a história da caricatura alguns de seus nomes mais ilustres, como Grandville (Jean Ignace Isidore Gérard), Gustave Doré, Cavarni e, sobretudo, Honoré Daumier - talvez o maior caricaturista de todos os tempos, autor de 3.958 litografias, entre as quais dezenas de obras-primas, incomparáveis ao mesmo tempo pelo apuro técnico, expressividade e espírito crítico.

Na senda aberta por La Caricature, logo apareceriam numerosos outros periódicos, em toda a Europa, entre eles, na Inglaterra, Punch (1841) - intimamente ligado à história do desenho de humor, à caricatura de índole social - e Simplicissimus (1896), na Alemanha.

Entre os mais famosos caricaturistas do século XIX encontram-se Philibert Louis Debucourt, Louis-Léopold Boilly, Jean-Baptiste Isabey e Henri Monnier, na França; Robert Seymour, John Doyle e seu filho, Richard Doyle, John Leech, John Tenniel e d'Orsay, na Grã-Bretanha; Thomas Nast, Joseph Keppler e Bernhard Gillam, nos Estados Unidos; Virgínio, na Itália, e Eduard Schleich, na Alemanha. No período de transição, a meio caminho entre os séculos XIX e XX, destacam-se os nomes dos ingleses Carlo Pellegrini (Ape) e Max Beerbohm; dos franceses Caran d'Ache (Emmanuel Poiré), Jean-Louis Forain e Toulouse-Lautrec; do sueco Olaf Gulbransson, do alemão Eduard Thöny.

No século XX, período das grandes conflagrações internacionais, das convulsões sociais, das ideologias totalitárias, a caricatura encontraria farto material a explorar, com destaque para nomes como os de Charles Dana Gibson e Art Yong nos Estados Unidos, David Low no Reino Unido, Louis Raemaekers nos Países Baixos, Sennep (Jean-Jacques Pennès) na França e Fritz Meinhard na Alemanha.

No que diz respeito ao cartoon, merecem menção especial Wilhelm Busch e Edward Lear, George Belcher e Aubrey Beardsley, Constantin Guys e Eugène Lami, no século XIX; Saul Steinberg, André François, Manzi, Chaval (Yvan Le Louarn) Tomi Ungerer, Miguel Covarrubias e Ralph Barton, no século XX.

CARICATURA NO BRASIL

A dar-se crédito a Rodrigo José Ferreira Bretas, primeiro biógrafo do Aleijadinho, caberia ao famoso escultor e arquiteto mineiro do século XVIII a prioridade na história da caricatura brasileira. Bretas afirma ter o Aleijadinho reproduzido, em um grupo de são Jorge com o dragão, os traços de certo coronel José Romão, seu desafeto. Todavia, o verdadeiro iniciador da caricatura no Brasil foi Manuel de Araújo Porto Alegre, que publicou a primeira caricatura, anonimamente, no Jornal do Comércio de 14 de dezembro de 1837: uma sátira ao jornalista Justiniano José da Rocha, inimigo do artista.

O primeiro periódico a imprimir caricaturas foi a Lanterna Mágica, publicado no Rio de Janeiro entre 1844 e 1845, possivelmente por iniciativa de Araújo Porto Alegre. O mais notável caricaturista da época foi, porém, Rafael Mendes de Carvalho, colaborador daquele periódico. Número razoável de caricaturas anônimas, quase todas litografadas em estabelecimentos como o de Frederico Guilherme Briggs, surge no Rio de Janeiro em fins da primeira metade do século XIX: são, na maior parte, caricaturas políticas, de grande virulência.

Ao lado de tais caricaturas soltas, vendidas separadamente em papelarias, surgem publicações como O Caricaturista, que sucedeu ao Sete de Abril, todas de vida efêmera. Mais importância teriam a Marmota Fluminense (1849) e o Charivari Nacional (1862). Na Vida Fluminense (1868) colaboraria desde o primeiro número Ângelo Agostini, um dos maiores caricaturistas brasileiros do século XIX. Em 1875, o pintor português Rafael Bordalo Pinheiro fixa-se no Rio e passa a colaborar com caricaturas em O Mosquito e em outras publicações do gênero.

Outro famoso pintor que publicou caricaturas na imprensa carioca foi Pedro Américo, secundado por Aurélio de Figueiredo e Décio Vilares. Em 1876, Agostini publicou o primeiro número da Revista Ilustrada, a que Joaquim Nabuco chamaria, anos depois, "Bíblia da Abolição dos que não sabem ler", tal o empenho com que se lançou em prol da emancipação dos escravos no Brasil.

O ano de 1900 inaugurou uma fase nova na história da caricatura brasileira, com a fundação da Revista da Semana, por Álvaro de Tefé, de volta da Europa, de onde trouxera novos processos técnicos de impressão: o fotozinco e a fotogravura. Pela mesma época surgem no Rio de Janeiro três grandes caricaturistas: Raul Pederneiras (Raul), Calixto Cordeiro (K. Lixto) e J. Carlos, que podem ser considerados os primeiros caricaturistas verdadeiramente brasileiros. O aparecimento de jornais e revistas possibilitaria amplo desenvolvimento à caricatura de cunho social e político.

J. Carlos foi o mais completo caricaturista brasileiro dessa fase, tendo praticado de modo superior todas as modalidades da caricatura - do portrait-charge à sátira política, e da ilustração à crítica social. Nesse período destaca-se também Voltolino, em São Paulo. Por volta de 1930, começariam a surgir na imprensa novos caricaturistas, que já se distinguiam pela maior modernidade do traço e pelo modo contemporâneo de encarar o motivo. Dentre esses, destacam-se os portrait-chargistas Andrés Guevara, paraguaio, Enrique Figueroa, mexicano, Alvarus (Álvaro Cotrim) e Mendez (Mário Mendes).

Dos caricaturistas desse período, alguns dos mais importantes são: Max Yantok, cujo traço era arrojado para a época, Antônio Gabriel Nássara, de traço bastante sintético, Gil, Alfredo Storni, Vasco Lima, Seth (Álvaro Marins), Luís Peixoto, Emiliano Di Cavalcanti, Ramos Lobão, Emílio Cardoso Aires, Fritz (Anísio Oscar Mota) e Rian (Nair de Teffé), a primeira mulher caricaturista do Brasil.

A caricatura política declinou em 1937, com a implantação do Estado Novo, que instaurou a censura prévia. A segunda guerra mundial, porém, deu ensejo a sátiras notáveis contra os regimes totalitários, da parte de J. Carlos, Belmonte (Benedito Barreto), criador do Juca Pato, Téo (Djalma Ferreira), Andrès Guevara e Augusto Rodrigues, então muito moço. Entre fins da década de 1940 e início de 1950, surgem Hilde Weber na charge política, Péricles (Péricles de Andrade Maranhão), criador da figura do Amigo da Onça, e o humor popular de Carlos Estêvão.

Sobressai nesse período o humorista Millôr Fernandes, que abriu caminho para o aparecimento, nos anos 60 e 70, de caricaturistas como Ziraldo (Ziraldo Alves Pinto), Borjalo (Mauro Borja Lopes), Fortuna (Reginaldo Azevedo), Jaguar (Sérgio Jaguaribe), Claudius (Claudius Ceccon), Appe (Amilde Pedrosa), Lan (Franco Vaselli), e especialmente, pela essencialidade do traço, Henfil (Henrique Souza Filho). Na década de 1980 e 1990 sobressaíram-se Luís Fernando Veríssimo, Miguel Paiva e, na charge política, Chico Caruso."